Enquanto olho para a foto de Jennifer Lopez

Bahtiyar Hidayet:
uma celebração poética da beleza que desafia o próprio tempo!

Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov)
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Sua foto de lingerie
Afeta o subconsciente humano.
Seu corpo é como uma antiga ampulheta,
E você é uma mulher moderna.
O próprio tempo envelhece, mas você não.

Seu corpo é como uma ampulheta,
E talvez por isso
Você tenha tantos admiradores quanto grãos de areia.

Seu corpo é como uma ampulheta.
Os relógios de pulso daqueles que estão apaixonados por você
Verificam seus pulsos como médicos.
Eles descobriram uma dor no coração.

Seu corpo é como uma ampulheta,
E
Os relógios de parede envelheceram.
Agora os ponteiros desses relógios
São como velhos caminhando sobre três pernas.

E
Você, sobre duas pernas, é tanto
A mulher mais bonita deste mundo
Quanto a mais bonita do céu.

Você também é como o vinho.
À medida que os anos passam, sua qualidade aumenta,
E você deixa as pessoas fora de si.

Mas sua voz
É melodiosa como o som de um relógio.

Em que hora agradável,
No bom humor de Deus, você veio ao mundo?

Este é o poema mais bonito
Escrito para você.
Salve seu autor
Deste inferno.

Bakhtiyar Hasanov

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O relógio do tempo

Sandra Abuquerque: ‘O relógio do tempo’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Imagem criada por IA da Meta. 18 de julho de 2025, 
às 16:42 PM
Imagem criada por IA da Meta. 18 de julho de 2025,
às 16:42 PM

Que um dia dois seres pensaram em nós isto é fato.

Nos planejaram ou nascemos do acaso.

Talvez …

Tenhamos sido adotados.

Apenas nesta passagem  de tempo

Quantas experiências foram vividas

Por aqueles que nos antecederam !

Sorrisos, lágrimas

Raiva, euforia

Dificuldade do dia a dia

Ou um berço dourado.

Um ser  ou mais

Gerados biologicamente

Ou  através  de uma adoção

Não importa

A forma como chegamos  ao mundo 

E fomos integrados a uma família.

E sim…

Que aqui estamos.

Uma família biológica ou adotiva

Herdamos muito dos antepassados 

Mas nos moldamos ao ambiente.

Passamos  pelo relógio do tempo

Fomos apresentados a três fases:

À infância: boa ou com marcas

À adolescência: onde as verdades são descobertas

E à adulta: o enfrentamento  dos desafios.

A fase adulta se subdivide:

Até aos vinte está tudo bem.

Aos trinta, ainda sente-se  no auge..

Mas aos 40 começa a pensar:

-Logo terei 50, metade de 100

É, a velhice tá chegando!

Quando entra os 60, pensa erradamente:

Estou perto de morrer!

Mas se esquece

Que quanto mais se vive

Mais experiência adquire.

Já não tem pressa de responder

Pois o  sábio pouco fala.

Já tem consciência do que quer,

Pois já viveu os seus devaneios 

E a consequência dos mesmos.

Reconhece é um  bom vinho 

E, talvez, até de qual vinhedo provém

Mas há os que não bebem.

E isto nada muda

Aprecia um bom livro

Admira um bom filme

E uma boa música ressoa  em seus ouvidos.

Cada ruga é um detalhe de uma história vivida.

Quantos gostariam de viver longos anos.

Mas por causas naturais ou acidentais

Partem cedo.

Há quem diga que cumpriu sua missão

Ninguém vem a este  plano por acaso.

Querendo ou não 

Chegando a hora de partir

A  morte gera desculpa.

Todo tempo é demarcado 

Todos têm a sua ampulheta

É nela que seu tempo é demarcado

Pense nisto e não questione.

Comendadora poetisa Sandra Albuquerque
Rio de Janeiro,18 de julho de 2025

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Cotovia mestre é pai

Ella Dominici: ‘Cotovia mestre é pai’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada pela IA do Bing
Imagem criada pela IA do Bing

Como eu sei que é uma cotovia que me canta à janela
nas manhãs de sentinela…
graças à beleza de seu canto proverbial, a cotovia…

O pássaro pontual me habita a vida
em relógio de mestre pulsa ponteiros em usual
batida
não há dúvida na lembrança nem há breu na aliança
paternal

A cotovia que me ensinou a piar…quando minha voz
pareceria de uma corujinha…e a voar com asas curtas
de uma pequenina fêmea passarinha

A cotovia me mostrou a água boa, beber do lago limpo
não das poças
pescando levemente ou apreendendo as minhocas
nutrindo as carências

A mestre pássaro passou a voar-me a lado a lado
em poético voo palavrear de ensinamentos
em meus lamentos ensinou driblar os ventos

saramos juntos juvenis e mais maduras…dores
trocamos penas primaveras, vis invernos
se ela voou em tempo certo, nada importa…

meu pai é isto cotovia que avoou, passarinho que me volta bica, canta, assobia, fala o nome e me vicia na interminável alegria de lembrar sua poesia que na minha se esguia e intensamente me cria.
Me criou assim me criará sem fim…
Papai

O elo em aves ultrapassa véu de tempos
nas colinas se aguarda a breve volta
não da ave
de um tempo onde os elos mais sublimes
serão mais altos que todos os caminhos

Ella Dominici

Contatos com a autora

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