O ruído e o vazio entre nós
Há algo de profundamente inquietante neste tempo — não apenas o excesso de vozes, mas a rarefação do sentido. Em Filosofia, desde Sócrates, o não saber era o…
Há algo de profundamente inquietante neste tempo — não apenas o excesso de vozes, mas a rarefação do sentido. Em Filosofia, desde Sócrates, o não saber era o…
No cruzamento barulhento da cidade, entre buzinas e pressa, havia um homem encostado no poste do semáforo, dormindo como quem tinha desistido de disputar…
O país acorda com o mesmo barulho de ontem com um rangido metálico como portão de escola pública sem óleo abrindo para ninguém. o sol bate nas fachadas…
O carnaval é uma estação da alma antes de ser uma data no calendário. Ele não começa quando o tambor rufa nem termina quando a quarta-feira amanhece cinza…
O brasileiro aprendeu cedo que o corpo é um território público. Antes mesmo de saber ler, já sabe dançar; antes de saber conjugar verbos, já aprendeu a rebolar
O tempo é um professor silencioso. Não grita, não aplica advertências, não escreve bilhetes na agenda. Ele apenas passa — e, ao passar, ensina.
Amar, na pós-modernidade, tornou-se um gesto quase subversivo, porque exige permanência num tempo que venera o provisório, e é desse paradoxo que nasce esta…