
No vulto da assombrosa Lua
A prantear pela ausência nua
Semblantes vítreos e opacos
Olhares diminuídos a cacos
Sob aquele ingente manto prata
Há a dor ingrata e a que detrata
É onde os estros se estremecem
Neuroses agudas se entretecem
Cinzas dias, amores lutuosos
Casos, descasos, sofreguidão
E a pena do poeta, inspiração
Derroga os jugos impetuosos
Cinzas dias, amores lutuosos
No dorso das horas, reexistir
Ser o indócil corcel, persistir
Na busca de acasos virtuosos.
Pietro Costa
pietro_costa22@hotmail.com
- Atenção, verbonautas e barcófilos!!! - 23 de abril de 2026
- A fenomenologia do polegar em queda - 15 de abril de 2026
- A seiva verdadeira - 31 de março de 2026

Natural de Brasília (DF), é escritor, poeta e Assessor Jurídico de 2ª Instância do MPU (PGJM). Autor de 11 livros, ganhou projeção internacional com O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária, lançado na London Book Fair 2026, onde recebeu o título Royal Writer of the Year. Seu livro Requintes de Sensibilidade (2025) foi lançado no Salão do Livro de Genebra 2026, ampliando o alcance de sua poesia no cenário europeu. Vencedor do Troféu Clarice Lispector 2024 (SolRidente) e do 1º Concurso Mágico de Oz 2025 (A Matemática da Presença), integrou a delegação brasileira no Festival Internacional de Poesia de Bucareste (2025). Professor de Escrita Criativa, Idealizador e Facilitador do LabVerso: Núcleo de Poéticas Experimentais e Mentoria Literária de Alta Formação, Doutor Honoris Causa Mult., soma mais de 400 participações em coletâneas literárias.


