SAÚDE INTEGRAL
Joelson Mora: ‘O fôlego da vida’


No começo deste ano, o Brasil parou para acompanhar a história de um menino no Pico do Paraná. Dias de buscas. Dias de angústia. Dias em que cada notícia carregava uma pergunta silenciosa: ele ainda tem fôlego de vida?
Enquanto equipes se mobilizavam, helicópteros sobrevoavam, voluntários caminhavam incansavelmente e famílias oravam, algo muito maior estava acontecendo. Não era apenas uma busca por um corpo. Era uma luta pelo valor da vida. Cada passo dado na montanha era um ato de esperança. Cada respiração de quem buscava era também um lembrete: enquanto há fôlego, há propósito.
Na Bíblia, está escrito que Deus soprou nas narinas do homem o fôlego de vida, e ele se tornou alma vivente. O fôlego não é apenas ar entrando e saindo dos pulmões. O fôlego é dom. É presença. É missão. É aquilo que nos mantém de pé mesmo quando o terreno é íngreme, frio e incerto, como uma montanha.
Essa história nos confronta com uma verdade poderosa: muitas vezes só percebemos o valor da respiração quando ela está por um fio. Só entendemos a grandeza da vida quando ela é ameaçada. E, ainda assim, seguimos vivendo no automático, correndo, acelerando, esquecendo de respirar com consciência.
O Fôlego de Vida, ação que nasce agora junto à Arteris, carrega exatamente esse chamado: pausar para respirar, cuidar da vida, proteger caminhos, preservar pessoas. Assim como nas estradas, na vida também existem curvas perigosas, trechos de risco e momentos em que alguém precisa estender a mão para que o outro continue respirando.
A mobilização no Pico do Paraná mostrou que a vida nunca é individual. Ela é coletiva. Quando um fôlego falta, muitos se levantam. Quando alguém se perde, muitos se movem. Isso é humanidade. Isso é responsabilidade. Isso é amor em ação.
Que essa história nos ensine a não esperar a tragédia para valorizar o essencial. Que aprendamos a honrar o fôlego todos os dias, no trabalho, na estrada, em casa, no cuidado com o corpo, com a mente e com o outro.
Respirar é um ato simples.
Mas preservar o fôlego de vida é um compromisso diário.
Enquanto há fôlego, há esperança.
Enquanto há fôlego, há caminho.
Enquanto há fôlego, há vida — e a vida é sagrada.
Joelson Mora
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .


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