Marli Freitas: Poema ‘Lar nos braços de amar’


Já me defini
Em verdades e simplicidades.
Já acreditei
Em naturalidades e autenticidades.
Já me reinventei
Em olhares e profundidades.
Já mergulhei
Em horizontes e possibilidades.
Já me entreguei
Em agoras, mundo afora.
Já viajei
Em esperanças e utopias.
O que persiste:
É um desassossego bom que faz poeira no caminho;
É um querer sentir o que é ser passarinho;
É um contumaz desejo de minuciar o céu;
É uma disposição para ver além do véu;
É um sentir de quem sorveu inteiro o mar;
É um eterno lar nos braços de amar;
É um quê de quem só quer atiçar alegrias;
É um ser infinito em estado de poesia;
É um delicado pendor de ser primavera;
É um enaltecer de todas as eras.
Marli Freitas
- Lar nos braços de amar - 14 de abril de 2026
- Um par de meias pretas - 7 de abril de 2026
- Anjos do Asfalto - 31 de março de 2026
Natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta. Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos. A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros. É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus. Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei. Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal

