“… Não ficará muito tempo, e nem queria vir para cá…”

Diploma de advogado em mãos com Carta de Formatura de 1825, pela prestigiada Universidade Coimbra, já que os cursos jurídicos no Brasil somente seriam criados pelo decreto de 11 de agosto de 1827, a princípio será um dos “leões da Rua Ouvidor”, ficando hospedado na casa do tio – João Netto Carneiro Lemme (comerciante de escravos…) porque ali alguém o esperava…

Nascida em Tijuco (posteriormente Diamantina), em 01/01/1809, Maria Henriqueta Netto Carneiro Lemme, uma moça bonita, será sua esposa até a morte, com as bênçãos da união acontecendo em 22/05/1826, na Matriz de Santa Rita, no Rio de Janeiro.
Dali, seguirão para a Comarca da Vila de São Sebastião, tomando posse como Juiz de Fora em 17/12/1826, dois dias após em Ilhabela, e, em 02/06/1827 também em Ubatuba.
Não ficará muito tempo, e nem queria vir para cá, pois já havia mencionado ao presidente da Província – visconde de Congonhas – que este “lugar que tenho muitas más informações, mas que assim mesmo aceito por ter a honra de servir debaixo da presidência de V. Exa.”.
Nada de importante aqui ocorrerá, e depois de 18 para 19 meses (o mandato era de três anos) seria despachado para o Rio de Janeiro – como Ouvidor da Comarca – ficando deste período digno de citar, as querelas que manterá com o governador militar de São Paulo – o tenente-coronel Lopo da Cunha d’Eça e Costa. Ambos bicudos disputaram raios e competências de ação, e só !
Bom para Honório, pois ao voltar ao Rio de Janeiro, logo entrará para a política, sendo eleito para deputado geral à Assembleia (deputado federal na atualidade) por Minas Gerais, em uma legislatura importantíssima ao Brasil, aquela que acompanhará a grave institucional que resultará na abdicação ao Trono, feita D. Pedro I.
Adoramos uma crise “institucional”…
As documentações comprobatórias dos relatos apresentados estão bem cuidadas na cidade de São Sebastião (SP), Universidade de Coimbra (Portugal), e Acervo da Biblioteca Nacional.
Claro, voltei a São Sebastião (queria fazê-lo em Ilhabela, mas isto foi impossível à época) pelas mãos de bons amigos, em particular da caríssima Sônia Monteiro com quem dividi bancos escolares (de uma Faculdade de Odontologia !). Pois sim, eu não sou historiador, isto somente pode ser quem concluiu o curso de História… mesmo que nada depois apresente de valor…
Uma Ilhabela mais próxima à conhecida pelo Marquês de Paraná
São Sebastião (SP) onde o Marquês de Paraná iniciou sua vitoriosa trajetória
Os bons amigos (Irio Cavalieri, Marcia, Beth Noto, Carlino) que me acompanharam nesta experiência em São Sebastião (SP) com destaque à queridíssima Sônia Monteiro
- As Magias da Sustentabilidade - 20 de março de 2026
- Da Romênia para o ROL, Cristina Rhea! - 20 de março de 2026
- Pedidos que Ninguém Ouviu - 20 de março de 2026
Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .

