março 08, 2026
Cordel das memórias que vão e ficam
O som da cidade
A grandeza de ser mulher
José de Alencar e o romantismo brasileiro
Pierre
Renascimento verde
Estupro coletivo
Últimas Notícias
Cordel das memórias que vão e ficam O som da cidade A grandeza de ser mulher José de Alencar e o romantismo brasileiro Pierre Renascimento verde Estupro coletivo

Marilza Santos: 'Gemidos suprimidos'

image_print
Marilza Santos

Gemidos suprimidos

Tuas dores, ó povo Brasileiro, ouço-as sem cessar.

As dores dos idosos em seus leitos, entubados a chorar.

As dores dos mais jovens, conscientes ou não,

Temendo um futuro que, talvez, não virá.

 

As dores dos incansáveis Profissionais da Saúde

Lutando sem cessar…

As dores dos desempregados desolados,

Sem ter com que pagar.

As dores dos inocentes afastados

Do convívio escolar.

As dores das Autoridades sentindo

As responsabilidades do problema a sanar.

As dores dos cientistas passando horas

Em vigília para uma vacina criar.

Ó Terra adorada, quantos são seus ais!

Ouço o silêncio dos teus olhos,

Ouço os questionamentos não verbais,

Ouço os gemidos suprimidos,

Abafados como num Cais.

Ó Terra adorada, quantos são os seus ais!

 

Marilza Alvarenga Teixeira Santos

Poema publicado originariamente na Coluna Diário das Emoções, em 10/06/2021

(https://zdmnews.com.br/noticia/4150/poema-gemidos-suprimidos)

 

Marilza Alvarenga Teixeira Santos
Últimos posts por Marilza Alvarenga Teixeira Santos (exibir todos)
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Acessar o conteúdo