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Coqueiro solitário

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Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Coqueiro solitário’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Nas calmas tardes de estio ao rumor da brisa fria às margens do rio, um coqueiro sorri, majestoso"
“Nas calmas tardes de estio ao rumor da brisa fria às margens do rio, um coqueiro sorri, majestoso”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Nas calmas tardes de estio

ao rumor da brisa fria

às margens do rio,

um coqueiro sorri majestoso.


Na sombra, 

o balanço da rede.

Na areia branca,

sonhos que o amor assistiu

nos versos 

da minha/da tua canção.


Sopra o vento,

baila no tempo em lentidão.

Folhas que se entrelaçam

e nos trazem lembranças,

nas tardes sombrias

onde canta o sabiá…


Nas sombras da vida,

espreita o deslizar das águas

e o ir-e-vir de barcos.


E, num véu de areia,

o sol se esconde,

a nuvem passa…


Nas manhãs de inverno

o coqueiro balança ao vento,

às vezes chora,

açoitado pelo tempo,

maltratado pelo acaso.


Nas tempestades,

o silêncio impera.

Ouve-se o murmúrio das ondas

fragmentadas nas dunas, no cais.

E a ventania, a retorcer suas palhas

sussurrantes,

que balançam e tremem o velho coqueiro,

que, contudo, não teme, enverga, mas não cai,

ao furor dos solavancos dos ventos

da morte e da solidão.


Ceiça Rocha Cruz


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