Ella Dominici: Poema ‘Lavanda, amor em flor’


antes de encontrar-te em sonhos
para assim atingir minha utopia
lavei-me toda todo tudo em lavanda
mãos impregnadas pela essência
teceram um jardim na pele
e em todos os escondidos
cantos floriu e riu
Violácea flor
cor de tanto amor campanil
se espreguiçou com voz
em falsete perfumando
a evolução dos sentidos
tranquila? paixão que aniquila!
todos sentidos coloridos de erva-anil
minha alma será eterna perfumada
será muda fala esperantista
ao despertar de mais utopias
esta ciranda inocente quase infantil
sangra, lava-me e leva-me a amar-te
LAVANDA…
Lavande, merci, je t’aime
Ella Dominici
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Natural de São Paulo (SP), é endodontista por profissão e formada no curso superior de Língua e literatura francesa. Uma profissional que optou por uma ciência da área da saúde, mas que desde a infância se mostrava questionadora e talentosa na Arte da Escrita, suscitando da parte de um mestre visionário a afirmação de ela ser uma escritora nata, que deveria valorizar o dom que recebera. Atendendo ao conselho recebido, na maturidade Ella cumpre o vaticínio e lança o primeiro livro solo de poemas (Mar Germinal), rompendo com a escrita meramente contemplativa, abraçando fragmentos, incertezas e dualidades para escancarar oportunidades a si como ao outro. Dribla o autoritário tempo, flagra mazelas psicológicas em minúsculas e múltiplas impressões exteriores e internas. É membro da AMCL – Academia Mundial de Cultura e Acadêmica Internacional da FEBACLA. Coautora de várias antologias. Publica na Revista Internacional The Bard e se inscreveu no 8º Festival de Poetas de Lisboa, participando da antologia promovida pelo evento


Poema muito poderoso. Obrigado por compartilhar.