outubro 24, 2026
Nasci Homem em Corpo de Mulher
O escrever
A gratidão como exercício diário de saúde integral
Entre o caminho e quem nos tornamos
Estamos sozinhos?
A promessa de qualquer caminho
Meu quintal de infância
Últimas Notícias
Nasci Homem em Corpo de Mulher O escrever A gratidão como exercício diário de saúde integral Entre o caminho e quem nos tornamos Estamos sozinhos? A promessa de qualquer caminho Meu quintal de infância

O princípio da reciprocidade voluntária

image_print

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo: uma reflexão sobre confiança, amizade e reciprocidade

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo

Neste ponto da reflexão, a questão central que se nos coloca é saber em quem podemos confiar? Pode-se confiar em alguém, ao ponto de se divulgar a nossa vida, os nossos princípios, valores, sentimentos, emoções, desejos, projetos, problemas, até os mais íntimos, com a certeza de que as informações, os desabafos, ficam com esse alguém que, inteiramente, até consideramos, por exemplo, o nosso único, especial e maior amigo?

Existem, de facto, amigos íntimos, verdadeiros, incondicionais em quem possamos confiar? Em situações-limite, em que há interesses idênticos, em beneficiar de uma determinada oportunidade, pode-se contar com o apoio claro desse amigo, que consideramos verdadeiro? Ou, pelo contrário, haverá situações muito complexas, que nem ao nosso “amigo especial” se pode dar a conhecer?

Bom, das duas, uma: ou se tem um amigo verdadeiro, puro, incondicional, especial, e nele se pode confiar totalmente; ou apenas temos um amigo que o é enquanto lhe convier e que, em certas circunstâncias, abandona o amigo para se relacionar com outros alegados amigos, para obter determinados proveitos, ficando, praticamente, contra o primeiro!

Nesta última hipótese, este é o “amigo” em quem não se pode confiar, porque nos troca, sempre que a situação lhe convém. O amigo autêntico, solidário, leal, que está permanentemente do nosso lado, aquele que por nós tem um genuíno “Amor-de-Amigo”, é o mesmo que sabe colocar todas as situações no seu devido lugar e que, até espera do amigo todo o apoio, quando precisa de resolver algum problema mais complicado, incluindo aspetos do foro íntimo.

Rejeitar um amigo verdadeiro, puro e incondicional, trocando-o ou substituindo-o por outros interesses, situações e pessoas, não é próprio de quem se diz amigo e pode conduzir, inclusivamente, a grande mágoa, intensa dor, imenso sofrimento, desgosto profundo e morte, de quem é vítima da deslealdade de uma pessoa em quem se confiou tudo, em quem se acreditou, de quem se gostou sinceramente, sempre com respeito, com carinho e com meiguice.

A vida em sociedade, cada vez mais, pressiona as pessoas para terem de conviver com todas as outras, para, alegadamente, terem algum sucesso, numa qualquer atividade, quantas vezes, até para manter um relacionamento que convém, para se atingir determinados objetivos. Infelizmente, o “Saber-conviver-com-os-outros” pode transformar-se numa perigosa hipocrisia, em complicadas deslealdades, em faltas de solidariedade e numa pseudoamizade, de inaceitável conveniência. Então e uma vez mais, em quem podemos confiar? 

Devemos acreditar que temos capacidade, e vontade, para sermos verdadeiros amigos de outras pessoas, e que estas, de igual forma, podem retribuir, com a mesma sinceridade, amabilidade e consideração, incondicionalmente, a nossa amizade, assumindo atitudes de clara, inequívoca e permanente solidariedade, amizade, lealdade, confiança e disponibilidade constante para estar ao nosso lado, com valores, sentimentos, atitudes, objetivos e métodos idênticos, tal como nós nos revelamos e procedemos para e com essa pessoa. Funciona o princípio da reciprocidade voluntária. 

BIBLIOGRAFIA

BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2013). Rotas: Amigo Especial: Onde Estás? Págs. 06 e 60-a-69. Coedição. Organização de Clarisse Maia-Guedes. Rio de Janeiro/Brasil: Guemanisse

BERGOGLIO, Jorge, Papa Francisco, (2013). O Verdadeiro Poder é Servir. Por uma Igreja mais humilde. Um novo compromisso de fé e de renovação social. Tradução de Maria João Vieira /Coord.), Ângelo Santana, Margarida Mata Pereira. Braga: Publito.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

Voltar

Facebook

Diamantino Bartolo
Últimos posts por Diamantino Bartolo (exibir todos)

3 thoughts on “O princípio da reciprocidade voluntária”

  1. Amigo e Confrade das Letras Diamantino, seu texto desenvolve uma reflexão sobre amizade, confiança e lealdade, colocando face à face os vínculos verdadeiros às relações marcadas dissimuladamente pela conveniência. A reciprocidade voluntária, desta forma, emerge, feito o hastear de uma bandeira, como princípio ético para relações baseadas no trinômio da integridade humana: sinceridade, solidariedade e compromisso mútuo.

  2. Kasyno Compensation bez Depozytu za Rejestracje to jedna z
    najbardziej popularnych convoke promocji oferowanych przez
    legalne platformy hazardowe online. Tego typu gratuity pozwala
    nowym uzytkownikom rozpoczac gre bez koniecznosci wplacania wlasnych srodkow na konto.
    Wystarczy zazwyczaj zalozenie konta oraz spelnienie okreslonych warunkow regulaminowych, aby otrzymac darmowe srodki lub
    darmowe obroty na wybranych automatach. Dla wielu graczy jest to atrakcyjna mozliwosc sprawdzenia funkcji kasyna bez ponoszenia dodatkowych kosztow.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Acessar o conteúdo