Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:
quando a amizade verdadeira se transforma na mais preciosa dádiva da vida!

O mais importante, hoje em dia, é termos um “Amigo do Coração”, especial, responsável por promessas de “Amor-de-Amigo”, para sempre, juras de solidariedade, de amizade, de lealdade, do: “estar do seu lado” e nunca do lado do “Amo e do Servo”, ou “em cima do muro”, por isso, desejamos muito este amigo exclusivo, verdadeiro, incondicional. Mas esse amigo existe e todos nós poderemos ter a oportunidade de ganhar um amigo assim, o que é um privilégio, dir-se-ia, mesmo, uma “Dádiva Divina” e que, por isso mesmo, tudo, mesmo tudo, deveremos fazer para nunca o perder.
Nestas circunstâncias, como é, então, maravilhoso, podermos ouvir de uma pessoa que consideramos nossa verdadeira amiga, frases como: «Querido Amigo Diamantino, a minha amizade por si continua a mesma, não estou do lado de Deus e do Diabo ao mesmo tempo, estou sempre do mesmo lado (Deus), em particular do seu, poderá sempre contar comigo, seja a nível pessoal, familiar ou profissional em projetos futuros. Também lhe lanço um desafio, aguardo que no próximo ano lance um Manual de Ciências Sociais (por um especialista em CS)! Aguardo este manual e outros livros que venha a comunicar! Obrigado pela sua amizade pura, sincera e incondicional. Muitos beijos para um amigo especial!». (BÁRTOLO, 2013:69).
É de um amigo destes, puro, verdadeiros, incondicional que precisamos. Um amigo, com as dimensões já identificadas, é suficiente para sermos felizes no campo da amizade. Quem conseguir conquistar e consolidar um amigo destes, não morrerá sozinho no hospital, nem na cadeia, nem no infortúnio e terá as dificuldades da vida muito amenizadas.
Eu quero, nós desejamos um amigo destes! Onde encontrá-lo? Onde estás amigo especial? Eu sei onde está: tal amigo reside em quem me quer bem, em quem me é solidário, naquela pessoa que me tem amizade, que me é leal, que confia em mim e que, inequivocamente, está, incondicionalmente, do meu lado, tanto: na alegria, na felicidade, na prosperidade; como na tristeza, na adversidade e nas contrariedades da vida. Esse amigo existe, certamente, e eu acredito nele.
Podemos e devemos confiar em quem acredita em nós, em quem nos pede opiniões, em quem nos dá sugestões, em quem nos critica carinhosa e verdadeiramente, em quem partilha connosco as alegrias e tristezas, êxitos e malogros, projetos, conhecimentos, relacionamento aberto, sincero e que, acima de tudo, não pactua com quem nos ofende, com quem nos humilha, com quem nos explora, enfim, com quem não é por nós desejado, estimado e considerado.
Queremos confiar em quem nos critica para nos corrigirmos e para nos defendermos dos “lobos disfarçados de cordeiros”. Queremos confiar em quem se preocupa connosco: na saúde/doença, no trabalho/desemprego, na riqueza/pobreza. Queremos confiar em quem nos incentiva para o sucesso, em quem acredita nas nossas potencialidades, em quem nos confia sonhos, aspirações, projetos, dificuldades, problemas, os mais íntimos, ao nível da família mais restrita, mas também noutros contextos.
Queremos confiar em quem nos pede que façamos parte da sua própria família, sem reservas. Queremos confiar em quem temos estima, consideração e amizade sincera. Queremos confiar em quem nos dirige uma palavra de carinho, um sorriso de ternura, um gesto solidário, leal, amigo. Nestas condições é possível confiar em alguém, sim.
BIBLIOGRAFIA
BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2013). Rotas: Amigo Especial: Onde Estás? Págs. 06 e 60-a-69. Coedição. Organização de Clarisse Maia-Guedes. Rio de Janeiro/Brasil: Guemanisse
BERGOGLIO, Jorge, Papa Francisco, (2013). O Verdadeiro Poder é Servir. Por uma Igreja mais humilde. Um novo compromisso de fé e de renovação social. Tradução de Maria João Vieira /Coord.), Ângelo Santana, Margarida Mata Pereira. Braga: Publito.
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
- Ter um amigo verdadeiro é uma autêntica dádiva divina - 22 de setembro de 2026
- O princípio da reciprocidade voluntária - 9 de setembro de 2026
- Inteligência e coragem para vencer na vida em 2027 - 31 de agosto de 2026
Natural de Venade, freguesia portuguesa do concelho de Caminha, é Licenciado em Filosofia – Universidade Católica Portuguesa; Mestre em Filosofia Moderna e Contemporânea – Universidade do Minho – Portugal e pela UNICAMP – Brasil; Doutorado em Filosofia Social e Política pela FATECBA; autor de 14 Antologias próprias: 66 Antologias em coedição em Portugal e no Brasil; vencedor do III Concurso Internacional de Prosa – Prémio ‘Machado de Assis 2015’, Confraria Cultural Brasil – Portugal – Brasil; Prêmio Fernando Pessoa de Honra e Mérito – Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas do Brasil’ 2016; Vencedor do “PRÊMIO BURITI 2016”; Vencedor do Troféu Literatura – 2017; Cargos: Presidente do NALAP – Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa;; Condecorações: Agraciado com a ‘Comenda das Ciências da Educação, Letras, Cultura e Meio Ambiente Newsmaker, Brasil’ (2017); Título Honorífico de Embaixador da Paz; Título Nobiliárquico de Comendador, condecorado com a ‘Grande Cruz da Ordem Internacional do Mérito do Descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral’ pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística; Doctor Honoris Causa en Literatura” pela Academia Latinoamericana de Literatura Moderna y la Sociedad Académica de Historiadores Latinoamericanos. Título de Lorde – Mérito Cultural, outorgado pela Casa Real de Borgonha – Afonsina.



O texto valoriza a amizade verdadeira como um vínculo construído sobre confiança, lealdade, solidariedade e presença, sobretudo nos momentos difíceis. A reflexão ultrapassa a simples celebração da amizade e apresenta esse vínculo como uma espécie de amparo diante das adversidades da existência. O autor também destaca a importância da crítica sincera e do cuidado mútuo.
Mas onde estará, afinal, esse amigo capaz de permanecer ao nosso lado quando a vida deixa de sorrir?
Замечательно, это очень ценное мнение