“(…) ao tomar um gole, senti algo sólido na boca, tendo, claro, a ação reflexa de cuspir rápido. Algo caiu ao solo, ‘acendeu’, ficou todo iluminado e saiu andando, indo ser esconder num buraco no terreno.”
Nos anos 90, um professor amigo, cuja segunda atividade era realizar excursões, decretou o fim do próprio casamento.
Deixou tudo pra ‘ex’ e, sentindo-se livre como um pássaro, foi morar no seu automóvel Gol preto.
Aquilo era uma aventura muito louca e, ponderando, convidei-o a ficar em casa até que resolvesse melhor a vida… E assim foi.
Com o tempo ele arrumou uma casinha em área retirada, no bairro do Éden, em Sorocaba, próximo, aliás, a outra casa antiga – local histórico, pois, lá viveram e cresceram os jovens que formaram o aclamado grupo musical Fat Family.
Era um local aprazível, praticamente um sítio e, daí, certa feita, estávamos com mais amigos sob uma árvore tomando cerveja e recordando memórias quando, ao tomar um gole, senti algo sólido na boca, tendo, claro, a ação reflexa de cuspir rápido.
Algo caiu ao solo, “acendeu”, ficou todo iluminado e saiu andando, indo ser esconder num buraco no terreno. Era um bicho que tinha caído da árvore e não percebi. Parecia uma lagarta e saiu andando todo colorido. Passado o susto, foi só risada e falei: “Imagina se engulo essa árvore de Natal viva!”.
Impressionante a luz do bicho! Há muito seres luminescentes na Natureza, especialmente no fundo do mar. Consta inclusive que a luz fria dos vaga-lumes ainda é um mistério cientifico!
Mas, o que me fez recordar este fato foi a notícia de que na semana passada foi inaugurado na cidade, no bairro de Santa Rosália, o Museu da Luminescência, da UFSCar, por iniciativa de um especialista na área, o Dr. Vadim Viviani. É uma Instituição voltada à divulgação de estudos de Luminescência, fluorescência e quimioluminescência.
Acho esse tema fantástico. São as luzes vivas da natureza! Aliás, somos partes de tudo isso – afinal – nosso corpo áurico é luz colorida e a máquina Kirlian o prova laboratorialmente.
Então, cá entre nós: se eu tivesse engolido o bicho, seria apenas uma luz colorida engolindo outra…
Jorge Facury – jorgefacuryautor@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

