Entre um bolo imperfeito e uma lembrança inesquecível, Jane Nash celebra a beleza de ser diferente


Minha mãe teve que correr
Até a loja da esquina
No dia anterior
Dedos de chocolate
Um saco de Smarties
Mais um pouco de cobertura
Quem poderia imaginar
Que o bolo
Com um buraco no meio
Poderia ser um sucesso tão grande
Para uma criança de 9 anos
Cinquenta anos depois
Amigos fizeram um bolo
Um ato de amor
Red Velvet
Perfeitamente feito
Lindamente apresentado
O bolo estava delicioso
Mas ainda assim
Sem dúvida alguma
Faltava-lhe
Um buraco no meio.
Jane Nash
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Publicada como J.L. Nash, é poeta e contista. Nascida em Stockton-on-Tees, Inglaterra (1969), obteve posteriormente a cidadania australiana, onde vive atualmente, casando-se com seu incrível marido logo depois, e seu cão pastor australiano (Blue Heeler). Apesar de ter nascido na Inglaterra, passou seus anos de formação entre a Zâmbia e a África do Sul. Foi professora por vinte anos e psicoterapeuta/hipnoterapeuta por dezenove. Também viveu nas Ilhas Marshall por cinco anos, onde se inspirou para escrever seus dois primeiros livros de poesia e se apaixonou perdidamente (casando-se com o autor). Apresentou trabalhos na Conferência do Dia Mundial dos Poetas, representando a Austrália duas vezes, e uma vez no Dia Mundial dos Escritores. Dedica-se à escrita e escreve diariamente. Publicou seus trabalhos em revistas e antologias ao longo dos últimos 25 anos, tendo publicado três livros de poesia individualmente, além de um livro de fotografia e contos em parceria. Ela é uma grande leitora e atualmente está trabalhando em uma série de novelas policiais.


Jane, for me—and surely for readers over fifty—your poem is a time machine. Its beauty lies precisely in the simplicity of that improvised cake from childhood (bought in a rush, with a hole in the middle) contrasted with the adult cake, which possesses a touch of sophistication. The hole in the cake becomes a symbol of maternal presence and affection—something that, it must be said, seems to be in short supply in these times that are increasingly virtual, yet not exactly virtuous!
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