setembro 15, 2026
Uai! Tchê!
Inimaginável
Luciérnagas: uma proposta de Escola Literária
De Honduras ao ROL, Karen Iveth Orellana!
Ensaio sobre a atriz e escritora romena Claudia Motea
Palavra-mundo: o verbo que desborda fronteiras
Comenda Tríplice Coroa do Renascimento
Últimas Notícias
Uai! Tchê! Inimaginável Luciérnagas: uma proposta de Escola Literária De Honduras ao ROL, Karen Iveth Orellana! Ensaio sobre a atriz e escritora romena Claudia Motea Palavra-mundo: o verbo que desborda fronteiras Comenda Tríplice Coroa do Renascimento

Os primórdios da existência

image_print

Taghrid Bou Merhi: Poema ‘Os primórdios da existência’

Taghrid Bou Merhi
Taghrid Bou Merhi

Taghrid Bou Merhi

No princípio, o silêncio sonhava com horizontes distantes,
e a noite do nada aguardava imóvel, desconhecida.

Nenhuma estrela subia trêmula aos céus,
e o tempo ainda não havia aberto suas portas à viagem.

O mar do vazio expandia-se mudo,
guardando em suas profundezas o estremecer dos mistérios e dos pensamentos.

Até que o rosto do universo respirou uma canção,
e sua chama fez vibrar as eras e a história.

A escuridão rompeu-se diante do primeiro clarão das estrelas,
como se fosse a primeira letra escrita pela criação.

A luz floresceu pelos espaços infinitos,
e tornou-se vencedora sobre a longa noite.

Girou o barro das origens,
dele nasceram montanhas, mares e chuvas.

A terra era como uma criança em sua galáxia,
olhando ao redor com sonhos e imagens dentro do peito.

Então despertou a mão dos dias,
moldando do pó um ser cuja alma carregava o destino.

Ele caminhou trazendo perguntas nos olhos:
o que existe além do céu? Onde repousa o espírito?

Escutava os rios em silêncio,
tentando compreender quem dera início ao invisível.

E o vento respondeu:
“O universo é uma canção entoada por aqueles que possuem o poder do mistério.”

O mar das noites murmurou:
“Não há limites para o que as almas escondem em seu interior.”

Tudo possui um segredo que o colore,
até mesmo as estrelas têm histórias ocultas em seu silêncio.

Segue teu caminho,
pois a vida é um milagre que renasce no fim de cada estrada.

Não acredites que a morte seja o encerramento,
ela é apenas uma porta para outro florescimento.

A criação é um rio contínuo de respirações,
ligando o barro das origens ao coração humano.

E o universo continua criança em sua contemplação eterna,
procurando o próprio segredo — ainda escondido nas profundezas do infinito.

Taghrid Bou Merhi

Voltar

Facebook

Taghrid Bou Merhi
Últimos posts por Taghrid Bou Merhi (exibir todos)

One thought on “Os primórdios da existência

  1. Taghrid, a relação que você traça entre a Cosmogonia e o Antropocentrismo é uma ‘escultura literária’, digna de um Michelangelo!

    Seu poema é uma viagem cóscmica, de um lirismo tão grande quanto o próprio universo!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Acessar o conteúdo