Lina Veira
‘Desastres naturais: será possível reduzi-los?’


A natureza não existe para a conveniência do homem.
E os “desastres sempre voltam quando os esquecemos”, escreveu Torahiko Terada
No Brasil, os desastres naturais têm sido tratados de forma segmentada entre diversos setores e realidades da região e sociedade. Nas últimas décadas, o número de registros de desastres naturais em várias partes do mundo vem aumentando consideravelmente. E isso se deve principalmente, ao aumento da população e da ocupação desordenada com intenso processo de urbanização e industrialização sem cuidados com os conceitos e ações que envolvem gestão ambiental, saneamento básico e vida útil de obras. Claro que a dinâmica atmosférica e seus sistemas produtores do tempo interferem sempre , e neste ponto eu chamo atenção para a relação entre o homem e a natureza, porque desastres naturais também resultam das tentativas humanas de dominar a natureza sem aplicação de medidas para redução dos efeitos dos destorastes, aumentando sua intensidade e prejuízos.
Os desastres são súbitos e inesperados, logo todo monitoramento na previsão em tempo real é importante para diminuir sua vulnerabilidade e ter uma ação mais segura que gere prevenção e mitigação, ou seja , uma redução máxima possível dos danos e prejuízos causados, principalmente de vítimas fatais.
Não temos como controlar e dominar fenômenos naturais pois estão relacionados com a dinâmica interna e externa da terra. Porém, algumas observações precisamos questionar: A área ocupada e seus detalhes sobre eventos extremos, como a população se comporta diante das medidas de alerta, e sua consciência de entender que aspectos socioeconômicos da região contribuem para uma geração de desastres, logo uma politica voltada para o saneamento e gestão ambiental é necessária e urgente hoje. E tudo isso tem a ver com as ações antrópicas do homem, o agente mais agravante dos destrates nas últimas décadas. Fenômenos El niño e La niña que geram mudanças climáticas globais que precisam serem observadas com pontualidade , pois aquecimentos das águas geram chuvas intensas causando inundações catastróficas; e águas frias intensificação de ventos, tempestades.
O futuro climático do Brasil, deixa em foco especial Santa Catarina, por considerar ser uma área em que o modelo prevê maior intensidade de tempestades. Lembrando o primeiro furacão que atingiu do Atlantico Sul , o furacão Catarina nos dias 27 e 28 de março de 2004. Estudos acreditam que o aquecimento global possa favorecer a formação de furacões e a implantação da infraestrutura necessária as atividades humanas devem ser orientadas com o mapa e zoneamento ambiental de risco.
Algumas medidas são importantes para conviver em ambiente com maiores riscos:
– Cobrar a fiscalização e denunciar a áreas de ocupação
– Manter limpo calhas e ralos, bueiros e rios
– Fechar entrada de água
– Verificar onde ficam os abrigos para melhor acesso
– Manter a calma para organizar a casa em caso de inundações e documentos
– Tenha sempre um rádio de pilha em funcionamento na sua rotina de casa e lanternas.
Acredite , o pior desastre natural começa sendo registrado nas escolhas políticas sem gestão ambiental, planejamento urbano, a negligência estrutural e o descaso governamental às adversidades climáticas, que transformam regiões em eventos naturais de tragédias humanitárias. Por melhores gestores e medidas preventivas de melhorias e mais conscientes com ações mitigadoras para reduções de todo agravante dos desastres.
Lina Veira
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Lina Veira, como é mais conhecida na área literária Maria Andrelina Oliveira Bento, natural de Fortaleza (CE), é formada em Engenharia Sanitária e Ambiental, escritora, cronista, contista e romancista. Tem projetos literários no Instagram, como Sábado com Poesia, saraus on-line e presenciais, feiras de livros, lançamentos e divulgação de autores na sua região. É autora dos livros ‘Um de meus Olhares’, Editora Motres, que explora questões profundamente humanas e deixa a utilidade da motivação e desapego, influenciando homens e mulheres e ‘Outras Flores se Abrem’, pela mesma editora, um livro altamente feminino, que deixa uma proposta calma e consciente do reinventar-se, e marca sua trajetória na escrita, deixando suas crônicas e versos como instrumento de liberdade. É coautora em algumas revistas e coletâneas literárias.

