Há pessoas que levam a vida na flauta; há outras, porém, a flauta à vida! Esse é Giovani Miranda!
O Centro da cidade de Sorocaba sempre me inspira histórias. Basta, para tanto, ter olhos de ver, ouvidos de ouvir… e coração e alma de sentir!
Hoje, depois de ter terminado de comprar o costumeiro passatempo Palavras-Cruzadas, na Banca do Miguel, estava voltando ao local onde deixara o carro.
No meio do caminho, ao passar pela frente de um Banco, eis que, encostado à parede, me chamou a atenção um rapaz negro, magro, com cabelos do antigo estilo ‘Black Power’, de óculos escuros e… tocando flauta!
No chão, uma pequena maleta aberta, onde se podia ver algumas moedas.
A pressa, a princípio, me fez tão somente colocar ali as poucas moedas que me sobraram e, mais por um gosto pela fotografia e pessoas interessantes, perguntei se poderia tirar uma foto dele.
Ele abriu um sorriso simpático e disse que sim.
Fotografado o instante, me despedi dele e me dirigi, novamente, ao carro.
Lá chegando, porém, imaginei se não poderia divulgar aquele rapaz e seu talento no Facebook. E assim o fiz!
Algo dentro de mim, no entanto, brotou, em forma de um pensamento: “Há pessoas que levam a vida na flauta; outras, porém, a flauta à vida!”
E esse pensamento me fez voltar àquele local e conversar com aquele estranho músico.
Seu nome: Giovani Miranda, um jovem de Rio Claro (SP), solteiro, com estudo apenas até o 8.º ano do ensino fundamental, que veio para Sorocaba para tentar se juntar a alguma banda.
Além do ensino fundamental, estudou flauta durante 5 anos, no Conservatório Musical de Tatuí.
Em meio à conversa, passei a observar mais atentamente a flauta. Visivelmente usada, pelo tom amarelado e já com pontos descascados.
Ele me disse que comprara de um senhor de Piracicaba, por um preço bem módico.
Pedi, então, que tocasse mais alguma coisa. E, conforme tocava, fiquei pensativo sobre como é possível um instrumento tão velho, tão usado, emitir notas tão nítidas, tão frescas; um som tão docemente pungente!
Comovido, perguntei a ele se dá pra sobreviver de música. ele me sorriu, novamente, e disse que a palavra certa é exatamente essa: ‘sobreviver’. E acrescentou: “Mas, com dignidade!”
A resposta me surpreendeu! Sobreviver, mas, com dignidade!
Nesse momento, lembrei-me das notícias diárias sobre todo tipo de violência, em especial, a corrupção!
Enquanto refletia, olhei bem dentro de seus olhos. E a frase dita, ainda repercutindo em minha alma, me fez acreditar que, finalmente, já estamos vivendo num verdadeiro e admirável Mundo Novo!
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,


