julho 15, 2026
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Jacob Kapingala: Poema ‘Dores’

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Fotografia conceitual com iluminação suave e dramática de uma pessoa de perfil, com expressão de profunda saudade. Uma lágrima translúcida escorre por seu rosto, transformando-se sutilmente em partículas de luz dourada que flutuam no ar. Ao fundo, formas abstratas e translúcidas sugerem sorrisos e memórias afetuosas do passado, criando um contraste poético entre a tristeza e o conforto.
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Três legiões de dores me invadem,
Sempre que as memórias renascem,
E lembranças amargas me trazem,
Surrando meu corpo e quase que me partem.

De três para seis elas crescem.
Meu peito chora, as pernas tremem.
Essas lágrimas que agora caem,
São tão pesadas que meus olhos não conseguem,

Por isso é que no rosto elas descem,
Trazendo lembranças que não se esquecem,
De pessoas amadas que já se foram mas ainda vivem,
Nos nossos corações que sempre sentem,

As alegrias que nunca morrem,
E nem sequer envelhecem.
Pois os sorrisos do ontem,
Afagam as dores que dentro de nós se escondem.


Jacob Kapingala

Jacob Kapingala
Jacob Kapingala

Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.

É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.

Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.

É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos

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Sergio Diniz da Costa
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