Bahtiyar Hidayet traz ao ROL as letras do Azerbaijão, Berço do Fogo Eterno, da colina Yanar Dag, do Templo de Ateshgah, da Rota da Seda e dos Tapetes Azeris que contam histórias!

Bahtiyar Hidayet (Bakhtiyar Hasanov), 52, é natural do vilarejo de Yukhari Askipara, no distrito de Gazakh, Azerbaijão.
Amante das letras, escreve poesia desde os tempos de escola.
Formou-se pela Universidade do Azerbaijão e trabalha como professor de História.
É autor de quatro livros de poesia: The Hem of Sorrow (2003), White Darkness (2012), Tecnislər (2025) e The Nearest Star (2025). Seus poemas foram traduzidos para diversos idiomas e publicados em revistas literárias internacionais e periódicos online.
Inaugurando sua colaboração no ROL, Bahtiyar Hidayet apresenta o poema Turn Off the Nation’s Lights (Apague as luzes da nação), uma contundente crítica sociopolitica em formato de sárita e elegia.
Turn off the nation

Turn Off the Nation’s Lights
Anyway, you supply electricity with interruptions.
Teach us to live with interruptions as well.
Turn off the nation’s lights.
Happiness, like a moth,
may fly toward the light.
Turn off the nation’s lights.
Anyway, our road is not toward the side where the light comes from.
Our road is in the direction of barking dogs.
Turn off the nation’s lights.
While the graves of our great ancestors
are burning after seeing our sorrow,
turn off the nation’s lights.
You love the nation very much.
That is why you have plunged everywhere into darkness.
The nation is searching for the water of eternal life in the darkness.
Thank you.
You have raised the nation
to the level of Alexander the Great.
We have conquered the world.
We are at the top of international blacklists.
Turn off the nation’s lights.
Every day of our lives passes in tears.
After so much rain,
the light of lightning is enough for us.
Turn off the nation’s lights.
Bakhtiyar Hasanov
Apaguem as luzes da nação
Apaguem as luzes da nação
De qualquer forma, vocês fornecem eletricidade com interrupções.
Ensinem-nos a conviver com interrupções também.
Apaguem as luzes da nação.
A felicidade, como uma mariposa,
pode voar em direção à luz.
Apaguem as luzes da nação.
De qualquer forma, nosso caminho não é para o lado de onde vem a luz.
Nosso caminho é na direção dos cães que latem.
Apaguem as luzes da nação.
Enquanto os túmulos de nossos grandes ancestrais
ardem após verem nossa tristeza,
apaguem as luzes da nação.
Vocês amam muito a nação.
É por isso que mergulharam tudo na escuridão.
A nação busca a água da vida eterna na escuridão.
Obrigado.
Vocês elevaram a nação
ao nível de Alexandre, o Grande.
Conquistamos o mundo.
Estamos no topo das listas negras internacionais.
Apaguem as luzes da nação.
Cada dia de nossas vidas passa em lágrimas.
Depois de tanta chuva,
a luz dos relâmpagos nos basta.
Apaguem as luzes da nação.
Bakhtiyar Hasanov
- Do Azerbaijão ao ROL, Bahtiyar Hidayet! - 13 de julho de 2026
- Batismo de Fogo - 10 de julho de 2026
- Peregrinação - 6 de julho de 2026
Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA; Acadêmico Imortal Fundador da Académie Léon-Gontran Damas des Lettres et Arts de la Guyane française; Fundador Imortal del Núcleo de Artes, Ciências e Letras de Assunção|Paraguai e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: as Comendas: Baluarte da Literatura Nacional; Láurea Acadêmica Qualidade Ouro; William Shakespeare de Belas Artes e Literatura; Chanceler da Cultura Nacional e Ativista da Cultura Nacional ; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Benemérito Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult.; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Grão-Mestre das Artes; Mestre dos Saberes Luso-Brasileiro

