Aniversário de 23 anos do ROL:
Adriana da Rocha Leite: ‘Comemoração ROLiana!’
Comemorar, do latim “memorare”, significa lembrar e está ligado ao termo grego “mnemon” (que tem boa memória).
Aparentemente a palavra está ligada ao passado, porém, sua compreensão é muito mais ampla, remetendo-nos ao presente, aqui entendido como um reviver um determinado momento ou acontecimento, atualizando o sentir e o seu significado, mas também ao futuro, representando a esperança de que o fato lembrado possa continuar sendo comemorado.
Sou fã de comemorações. A vida tem que ser celebrada e os momentos significativos, ainda que singelos, devem ser eternizados nas lembranças e relembranças.
Comemorar pressupõe compartilhar, pois somente na vivência partilhada é que se torna possível o fortalecimento dos vínculos. Não se comemora o ausente, quem está de fora, mas o que se faz presente, o que está aqui, sem limites de espaço e tempo. Comemora-se, enfim, a presença.
Neste contexto de compartilhamentos é que faço minha homenagem ao Jornal ROL, pelos seus 23 anos e o faço com o sentimento de gratidão por ser parte do seu seleto grupo de colunistas e, como itapetiningana, sentir-me orgulhosa por ter um jornal que foi pioneiro no formato digital.
Meu reconhecimento ao Helio Rubens, pela luta hercúlea de manter o jornal “no ar” há tantos anos. Ser pioneiro é altamente desafiador, afinal, o caminho é desconhecido e os desafios e percalços são potencializados e aprende-se por “tentativa e erro”.
No caso do ROL, inegável que as tentativas foram bem sucedidas. A prova temos em mãos, ou no caso, diante de nossos olhos: o jornal busca visões diferentes, não se vincula a uma ou outra ideologia e permite que pessoas com ideias e experiências tão opostas e divergentes consigam dialogar, numa demonstração de que o respeito efetivo é o que nos torna realmente humanos.
Comemorando o Dia da Terra, que este 22/04 nos permita refletir a importância da festa, da partilha do pão e da memória, e que a matéria-prima do nosso jornal ROL continue sendo a diversidade de opiniões. É o que desejo!
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .

