Ella Dominici: Poema ‘Invencível amor’


Invencível é o amor que não se explica,
nem pede ao mundo licença para arder.
Chega em silêncio, habita e multiplica
o corpo alheio em casa de viver.
Eu te amo sem cálculo ou defesa,
com pele acesa e sede de verdade;
meu coração aprende outra linguagem
quando teu nome chama a claridade.
Em ti, desejo não é jogo ou cena:
é maré viva, é chama sem razão.
Teu toque rompe, em forma leve e plena,
as fortalezas frágeis da ilusão.
E ao te querer inteiro, reconheço:
há uma luz triste em tudo que é maior.
Mas fico, volto — e no mesmo tropeço
te amo mais, ainda que seja dor.
Invencível, assim se faz destino:
perder-se em ti — e, ao fim, achar caminho.
Ella Dominici
- Invencível amor - 17 de abril de 2026
- Pequenas permanências - 1 de abril de 2026
- Quando o espírito está pronto para amar - 27 de março de 2026
Natural de São Paulo (SP), é endodontista por profissão e formada no curso superior de Língua e literatura francesa. Uma profissional que optou por uma ciência da área da saúde, mas que desde a infância se mostrava questionadora e talentosa na Arte da Escrita, suscitando da parte de um mestre visionário a afirmação de ela ser uma escritora nata, que deveria valorizar o dom que recebera. Atendendo ao conselho recebido, na maturidade Ella cumpre o vaticínio e lança o primeiro livro solo de poemas (Mar Germinal), rompendo com a escrita meramente contemplativa, abraçando fragmentos, incertezas e dualidades para escancarar oportunidades a si como ao outro. Dribla o autoritário tempo, flagra mazelas psicológicas em minúsculas e múltiplas impressões exteriores e internas. É membro da AMCL – Academia Mundial de Cultura e Acadêmica Internacional da FEBACLA. Coautora de várias antologias. Publica na Revista Internacional The Bard e se inscreveu no 8º Festival de Poetas de Lisboa, participando da antologia promovida pelo evento


Ella, o tema amor, em relação ao amor físico e espritual entre duas almas, há de ser vertido em Versos de Ouro.
Seu poema representa essa preciosidade.
A tela do computador, para você, é a mesma tela para o exímio e sensível pintor, ou o mármore bruto, para o escultor.
Sua Arte Poética é para quem tem olhos de ver a transcendência e alma de sentir!