“Se compararmos aos fatos narrados em livros, ou alguns escritos antigos, veremos que eram da mesma maneira; os comportamentos se assemelham como uma peça de teatro: é o mesmo enredo, apenas mudando seus atores, porém, com os mesmos personagens.”
Caro leitor, vamos fazer uma viagem? Sim! Pela história humana, e dizer com toda certeza que os acontecimentos históricos que constam nos livros, ou mesmo que são retratados em filmes, não passam de repetições.
O fato é: as coisas continuam no mesmo lugar, nada mudou, apenas se repetem; vamos observar, por exemplo, o cotidiano de uma praça em uma cidade qualquer.
O que encontramos nesta praça? Prostitutas, pedintes, usuários de drogas, vendedores de vantagens, pregadores de diversas religiões, estes em especial, são os que mais nos chocam! Eles gritam ao vento, falam para ouvidos mocos, e acreditam piamente que estão cumprindo determinações divinas, se comparando a profetas da Antiguidade!
Se compararmos aos fatos narrados em livros, ou alguns escritos antigos, veremos que eram da mesma maneira; os comportamentos se assemelham como uma peça de teatro: é o mesmo enredo, apenas mudando seus atores, porém, com os mesmos personagens.
Não devemos ser juízes, apenas observadores, tentando de alguma maneira entender o porquê destes comportamentos milenares.
A praça, ou o palco da encenação teatral, esse teve poucas mudanças, ou talvez nenhuma! Sim, são quase que idênticas no mundo todo.
O que mais nos chama a atenção pra as cenas peculiares é a indiferença das pessoas: nada parece incomodar, nem mesmo o fato dos atores, em sua maioria, não interagirem entre si, sendo como monólogos.
Cada um está desempenhando seu papel, como se a vida se resumisse em seu quadrado, apenas em seu entorno; nada os faz mudar, dia após dia, seguem para a praça, para sua rotina diária.
Tudo está em seu lugar! E pouco ou talvez nada mudará em décadas, ou até séculos.
Voltemos no tempo, nas praças da antiga Roma: tinham os mesmos personagens, prostitutas, anunciadores do fim do mundo, pedintes, vendedores de vantagens etc.
A praça, os atores, os figurantes, e as mesmas misérias humanas e suas vicissitudes.
As qualidades e os defeitos, cultivados e aperfeiçoados ao longo dos séculos, de maneira vil, infelizmente continuam os mesmos.
Tudo está em seu lugar! A hipocrisia, a falta de humanidade, a indiferença, mudou-se o cenário; os figurinos, os atores, o enredo, porém, continuam igual.
Caro leitor, ao nos depararmos com as mudanças nas ferramentas, a evolução tecnológica poderia ter conseguido mudar o enredo! Mas, ledo engano!
A mudança primordial que poderíamos ter alcançado, essa infelizmente não conseguimos! Seria perceber que nossa história se repete, e continuará a se repetir, enquanto nós não mudarmos o enredo da peça teatral, e começar a interagir com os outros personagens.
Precisamos deixar de viver entre monólogos, pois, enquanto isso não acontecer, tudo estará em seu devido lugar! E o pior! Os dramas estão cada vez mais emblemáticos e desumanos.
Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,


