maio 06, 2026
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Bruno Hernandes Leão: 'Metamorfose do trabalho'

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“Atualmente, o funcionário tem a necessidade de existir dentro da companhia, isto é, o reconhecimento e a lealdade são fatores que hoje alcançam o mesmo patamar de importância quanto o salário.

 

As relações trabalho-indivíduo na atualidade estão intimamente definidas por certa subversão de valores, atestada no esgotamento do modelo reconhecido nas décadas de 80/90 do século XX, no qual a obtenção de patrimônio por si só guiava a jornada do trabalhador.

O trabalhador perdeu gradativamente o vínculo exclusivo com o acúmulo patrimonial, ressignificando as circunstâncias que o estimulam ao trabalho. Tal fenômeno é amparado pela crescente valorização do indivíduo, característica marcante das transformações geradas no século XXI.

Não se mantém mais um empregado satisfeito apenas com a remuneração. A ideia de fraternidade da empresa para com o colaborador por meio de confraternizações, abonos salariais e outros mecanismos já não confortam tanto os funcionários, cada vez mais conscientes de que isso é um dever legal das empresas e/ou realizado para fins de redução fiscal.

Atualmente, o funcionário tem a necessidade de existir dentro da companhia, isto é, o reconhecimento e a lealdade são fatores que hoje alcançam o mesmo patamar de importância quanto o salário. A busca pela valorização da função, do produto final do serviço ( e não da produção em si) aumentou, e os modelos como o taylorista e herdeiros derivados desiludem muitos trabalhadores do setor técnico.

Tudo isso, somado à instigante crise econômica nacional, constituem a revolução do trabalho que acontece nos dias de hoje, tornando difícil a comparação com modelos já deparados pela História: vive-se em uma época dinâmica e tecnológica, com transformações extremamente rápidas e decisivas, a definitiva Era da Informação.

Cabe a nós acompanharmos essas mudanças extraindo-as no registro, pois no ritmo frenético que dita o mundo contemporâneo, nos próximos anos o cenário pode ser completamente diferente e novo.

 

Bruno Hernandes Leão – brhele@gmail.com

Sergio Diniz da Costa
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