
Sereia de Meaípe
Desliza lenta no mar a caravela,
Navega resoluta rumo à terra bela,
Emoções incitam seus desbravadores,
Que singram valentes, mares ameaçadores,
Bujarrona imponente acerca o velacho,
Alfaia o rumar do velejo, tal qual um penacho,
Norteia acurada, da embarcação, seu vante,
Ao passo que os tripulantes bradam – Avante!
Atracando em continente ainda novel,
Aventura, seus marinheiros têm por móvel,
Dispostos a enfrentar perigos incertos,
Cativos mistérios na bruma encobertos.
Em épica odisseia na terra Capixaba,
Não sabedores do destino que ali acaba,
Belezas, maravilhas; inesperado partícipe,
Cederão aos cânticos da sereia de Meaípe.
Marcus Hemerly
marcushemerly@gmail.com
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Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Formado em Direito, é servidor público do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo. Autor da obra solo Verso e Prosa: Excertos de Acertos e Versos e Anversos, e coautor em antologias poéticas e de contos, versando sobre terror, ficção policial e fantasia. Atua como membro de academias literárias, tendo recebido o título de Doutor honoris causa em Literatura, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, e em projetos culturais. É colunista de cinema, contribuindo para saites e jornais eletrônicos, e pesquisador independente de cinema, principalmente sobre os temas Cinema Marginal Brasileiro e Horror Italiano.


