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Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder

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José Ngola Carlos:

‘Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder’

Kamuenho Ngululia
Kamuenho Ngululia
Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder
Imagem gerada por IA do Bing - 5 de dezembro de 2024 às 8:58 PM
Educação – Um exercício de exploração e manutenção de poder
Imagem gerada por IA do Bing – 5 de dezembro de 2024 às 8:58 PM

Nas comunidades tribais sem classes sociais, a educação era um exercício de poder do povo em favor do povo, uma vez que, tudo que se conseguia pelo esforço individual ou coletivo pertencia à comunidade inteira, o que inclui, a necessidade de ensinar tudo a todos.

Com o surgimento das classes sociais, as comunidades tribais desaparecem juntamente com todo o seu caraterístico arranjo social. As sociedades divididas em classes, baixa, média e alta, fundam-se no princípio da eliminação da propriedade comum e a instituição da propriedade privada e, com a propriedade privada, a luta pelo poder.

A classe social baixa é a classe explorada e que se compõe da maior parte dos membros de uma sociedade. Eles são os pobres, os não civilizados e marginalizados. A classe social média é a classe intermédia, ficando entre os pobres e os ricos. Estes não são pobres, porém, não são ricos também. Eles são os assimilados e que lambem as botas dos pertencentes à classe alta. A classe social alta é a classe que detém o poder e que, contudo, vive à custa dos pobres e dos assimilados.

Estes são os ricos, os que usam a educação para explorar e manter o poder.

Com o surgimento das classes sociais, a educação presenciou uma revirada no ideal didático-pedagógico até então conhecido das comunidades antigas sem classes sociais que eram: a integralidade, a homogeneidade, a espontaneidade e a não institucionalidade. Nas sociedades com classes, conforme Aníbal Ponce, em Educação e Luta de Classes, 1934, a educação passou a ser:

1. Institucional

2. Coerciva

3. Sistemática e

4. Diferenciada

Uma educação institucional é aquela administrada por meio de uma instituição. É dela que

começam a surgir as personalidades do sacerdote, do mago, do mestre e do professor como

pessoas a serviço da classe abastada para domesticar a classe explorada, tendo em vista a

manutenção do poder.

Com a educação coerciva, surge a educação obrigatória. Com este ideal, legitimam-se os açoites como recurso estimulador ou motivador da aprendizagem.

Contrário ao ensino espontâneo, as classes sociais permitiram o surgimento do ensino sistemático. A sistematicidade trouxe as doses no processo de ensino e aprendizagem, pelo que, já não se podia ensinar tudo a todos em um ambiente natural e prático. Uma educação diferenciada, conforme a sua gênese no surgimento das sociedades com classes, era justamente aquela que consistia em um pobre ser educado para servir e o rico, educado para mandar


Kamuenho Ngululia

Como citar este artigo:

Ngululia, K. (2024:4). Educação – Um Exercício de Exploração e Manutenção de Poder. Brasil: Jornal Cultural ROL

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