Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho
‘A fundação da Biblioteca Nacional do Brasil: origens, consolidação e importância histórica’


Resumo
A Biblioteca Nacional do Brasil constitui-se como uma das mais importantes instituições culturais da América Latina e uma das maiores bibliotecas do mundo. Sua origem está diretamente relacionada à transferência da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808, evento que provocou profundas transformações políticas, administrativas e culturais no território colonial.
Este artigo tem como objetivo analisar o processo histórico de fundação da Biblioteca Nacional, desde a chegada da Real Biblioteca portuguesa ao Rio de Janeiro até sua consolidação como órgão responsável pela preservação da memória bibliográfica nacional. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica e análise documental, buscando compreender o papel da instituição na formação intelectual do Brasil, sua evolução administrativa e sua relevância no cenário cultural e historiográfico.
Conclui-se que a Biblioteca Nacional não apenas acompanhou o processo de formação do Estado brasileiro, como se tornou elemento essencial na construção da identidade cultural do país.
Palavras-chave: Biblioteca Nacional. História do Brasil. Real Biblioteca. Patrimônio cultural. Memória nacional.
Abstract
The National Library of Brazil is one of the most important cultural institutions in Latin America and one of the largest libraries in the world. Its origin is directly linked to the transfer of the Portuguese Court to Brazil in 1808, an event that generated profound political, administrative, and cultural transformations in the colonial territory.
This article aims to analyze the historical process of the foundation of the National Library, from the arrival of the Portuguese Royal Library in Rio de Janeiro to its consolidation as the institution responsible for preserving Brazil’s bibliographic heritage. The research is based on bibliographic review and documentary analysis, seeking to understand the institution’s role in the intellectual formation of Brazil, its administrative evolution, and its relevance in the cultural and historiographical context.
It is concluded that the National Library not only accompanied the formation of the Brazilian State but became an essential element in the construction of national cultural identity.
Keywords: National Library. History of Brazil. Royal Library. Cultural heritage. National memory.
1 INTRODUÇÃO
A constituição de instituições culturais é elemento fundamental para o fortalecimento da identidade e da soberania de uma nação. No Brasil, esse processo teve início de forma mais consistente apenas a partir do século XIX, especialmente com a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. Entre as diversas transformações desencadeadas por esse acontecimento, destaca-se a criação da Biblioteca Nacional, marco inaugural da vida intelectual organizada no país.
Antes desse período, a colônia brasileira possuía acesso extremamente limitado à produção bibliográfica, reflexo das restrições impostas pela metrópole portuguesa, que proibira tipografias e restringira a circulação de livros. Assim, a chegada da Real Biblioteca representou não apenas a transferência de um acervo, mas a introdução de uma nova concepção de cultura, ciência e educação no território brasileiro.
Este artigo tem como objetivo analisar o processo histórico de fundação da Biblioteca Nacional do Brasil, contextualizando sua origem, evolução institucional e importância para a preservação da memória cultural brasileira.
2 METODOLOGIA
A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo de natureza qualitativa, de abordagem histórico-documental. Foram utilizados como procedimentos metodológicos a revisão bibliográfica de obras especializadas em história do Brasil, história das instituições culturais e biblioteconomia histórica, bem como a análise de documentos oficiais, decretos régios e publicações institucionais da própria Biblioteca Nacional.
A investigação fundamentou-se no método historiográfico, buscando compreender os acontecimentos em sua dimensão temporal, política e cultural, considerando as múltiplas relações entre Estado, sociedade e produção do conhecimento. Para tal, adotou-se a perspectiva da história cultural, a qual permite analisar as instituições como espaços de poder simbólico e de construção da memória coletiva.
O levantamento bibliográfico incluiu livros, artigos científicos, teses, dissertações e documentos digitais disponibilizados por instituições oficiais, priorizando autores reconhecidos no campo da historiografia brasileira. A seleção das fontes obedeceu a critérios de relevância temática, confiabilidade acadêmica e pertinência cronológica.
Além disso, realizou-se análise comparativa entre diferentes interpretações historiográficas acerca da transferência da Corte Portuguesa e de seus impactos culturais, possibilitando uma leitura crítica do processo de formação da Biblioteca Nacional. Essa abordagem permitiu identificar convergências e divergências teóricas, enriquecendo a compreensão do fenômeno histórico estudado.
Por fim, os dados coletados foram organizados e interpretados de forma analítica, buscando estabelecer conexões entre os eventos históricos e o desenvolvimento institucional da Biblioteca Nacional, de modo a evidenciar sua importância estrutural na constituição da cultura letrada brasileira.
3 A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA E O CONTEXTO HISTÓRICO
A invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas, em 1807, levou o príncipe regente Dom João a transferir a sede do Império Português para o Brasil. Tal deslocamento, inédito na história do colonialismo europeu, provocou uma reconfiguração profunda do status político da colônia, que passou a sediar a administração do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Entre os bens transportados encontrava-se a Real Biblioteca, criada em 1796, composta por aproximadamente 60 mil volumes, incluindo obras raras, manuscritos e coleções científicas. Esse acervo refletia o espírito iluminista do final do século XVIII e representava um dos mais valiosos patrimônios culturais da monarquia portuguesa.
A presença da Corte no Rio de Janeiro desencadeou transformações estruturais na vida urbana, administrativa e cultural da antiga colônia. Foram criadas instituições fundamentais, como a Imprensa Régia, o Banco do Brasil, a Escola Médico-Cirúrgica e o Jardim Botânico, estabelecendo as bases para a formação de um aparelho estatal moderno.
No campo cultural, a abertura dos portos e o fim das restrições à impressão e à circulação de livros favoreceram a ampliação do acesso ao conhecimento e estimularam o surgimento de uma elite intelectual local. Esse ambiente permitiu a consolidação de práticas de leitura, escrita e produção científica até então inexistentes no Brasil colonial.
Nesse contexto, a transferência da Real Biblioteca não deve ser compreendida apenas como um deslocamento físico de obras, mas como parte de um projeto político de afirmação da monarquia portuguesa no ultramar. A instalação da biblioteca simbolizava a intenção de transformar o Rio de Janeiro em capital de um império luso-brasileiro, dotado de instituições compatíveis com as grandes cortes europeias.
Assim, o surgimento da Biblioteca Nacional insere-se em um amplo processo de reorganização administrativa e cultural, no qual o conhecimento passou a ser reconhecido como instrumento de poder, legitimidade e modernização do Estado.
4 A FUNDAÇÃO DA REAL BIBLIOTECA NO BRASIL
Após a chegada da Corte Portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, os livros provenientes de Lisboa permaneceram inicialmente acondicionados em caixas, em razão da ausência de um espaço adequado para sua instalação imediata. Somente a partir de 1810, por determinação do príncipe regente Dom João, iniciou-se o processo oficial de organização da Real Biblioteca em território brasileiro.
A instituição foi inicialmente instalada em dependências adaptadas do antigo Hospital da Ordem Terceira do Carmo, situado nas proximidades do Paço Real. Esse espaço provisório passou por reformas estruturais para acomodar o vasto acervo, que exigia condições específicas de conservação, catalogação e acesso.
Em 1814, a Real Biblioteca foi oficialmente aberta à consulta pública, embora com restrições próprias do período, tornando-se a primeira instituição bibliográfica de caráter público no Brasil. Tal medida representou avanço significativo no campo cultural, ao permitir que estudiosos, funcionários do Estado, religiosos e intelectuais tivessem acesso direto às obras.
A abertura da biblioteca refletia os ideais iluministas que influenciaram a política joanina, nos quais o conhecimento era compreendido como instrumento de progresso, racionalidade e fortalecimento do Estado. Nesse sentido, a instituição desempenhou papel estratégico na formação de quadros administrativos e na difusão das ciências, das artes e da literatura.
Paralelamente, foram implementadas práticas técnicas de organização bibliográfica inspiradas nos modelos europeus, incluindo sistemas iniciais de classificação, inventários e registros patrimoniais. Essas ações contribuíram para a profissionalização da gestão do acervo e para a consolidação da biblioteca como órgão permanente da administração pública.
Além de seu valor intelectual, a Real Biblioteca possuía forte caráter simbólico. Sua presença em solo brasileiro reforçava a ideia de continuidade da monarquia portuguesa no ultramar e legitimava o Rio de Janeiro como nova capital do Império. Assim, a fundação da biblioteca não pode ser dissociada do projeto político de afirmação do poder régio e de transformação do Brasil em centro decisório do mundo luso.
Dessa forma, a Real Biblioteca estabeleceu as bases institucionais que permitiriam, nas décadas seguintes, o surgimento da Biblioteca Nacional, tornando-se referência fundamental na construção da cultura letrada brasileira.
5 DA INDEPENDÊNCIA À CONSOLIDAÇÃO NACIONAL
Com a Independência do Brasil, proclamada em 1822, a antiga Real Biblioteca passou por um processo de redefinição institucional, acompanhando as transformações políticas e administrativas do novo Estado. A consolidação do Império exigia a reorganização dos bens herdados da Coroa Portuguesa, entre eles o vasto acervo bibliográfico transferido para o Brasil.
Em 1825, por meio dos acordos diplomáticos que resultaram no reconhecimento formal da Independência por Portugal, a biblioteca foi oficialmente adquirida pelo governo brasileiro, passando a integrar definitivamente o patrimônio nacional. A partir desse momento, recebeu a denominação de Biblioteca Imperial e Pública da Corte, refletindo sua nova condição jurídica e simbólica.
Durante o Primeiro Reinado e, posteriormente, ao longo do Segundo Reinado, a instituição desempenhou papel relevante na formação da elite intelectual brasileira. O acesso às obras favoreceu o desenvolvimento da historiografia nacional, da produção jurídica, do pensamento político e da literatura romântica, fundamentais para a construção do ideário nacional.
Nesse período, a biblioteca ampliou significativamente seu acervo por meio de aquisições, doações particulares e intercâmbios internacionais, acompanhando o crescimento da imprensa e da produção editorial no país. A criação de periódicos científicos e literários reforçou sua função como centro de referência intelectual.
Com a Proclamação da República, em 1889, a instituição foi oficialmente denominada Biblioteca Nacional, assumindo caráter republicano e laico. Essa mudança não se limitou à nomenclatura, mas representou a reafirmação de seu papel como guardiã da memória coletiva e instrumento de democratização do conhecimento.
Assim, ao longo do século XIX, a biblioteca consolidou-se como elemento estruturante da vida cultural brasileira, acompanhando o processo de formação do Estado nacional e contribuindo decisivamente para o fortalecimento da identidade histórica do Brasil.
6 O EDIFÍCIO DA CINELÂNDIA E A MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL
O crescimento contínuo do acervo da Biblioteca Nacional, sobretudo ao longo do século XIX, tornou evidente a insuficiência das antigas instalações, que já não atendiam às necessidades de preservação, catalogação e atendimento ao público. Diante desse cenário, o governo republicano passou a discutir a construção de uma sede definitiva que representasse a importância simbólica e cultural da instituição.
Inaugurado em 1910, o atual edifício da Biblioteca Nacional, localizado na região da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi projetado pelos engenheiros Francisco Marcelino de Sousa Aguiar e Generalíssimo Hermenegildo de Barros, em estilo eclético, fortemente influenciado pela arquitetura francesa do século XIX.
A nova sede foi concebida para atender padrões modernos de funcionamento, incorporando salas de leitura amplas, depósitos apropriados, iluminação natural, estruturas metálicas importadas e técnicas inovadoras de conservação documental. Esses avanços possibilitaram maior segurança ao acervo e melhor atendimento aos pesquisadores.
A construção do edifício integrou o amplo projeto de modernização urbana do Rio de Janeiro durante a gestão do prefeito Pereira Passos, período conhecido como “bota-abaixo”, que buscava alinhar a então capital federal aos modelos das grandes metrópoles europeias.
Paralelamente às mudanças arquitetônicas, a Biblioteca Nacional passou por significativa reorganização administrativa, com a criação de setores técnicos especializados, como catalogação, restauração, iconografia e obras raras. Esse processo contribuiu para a profissionalização dos serviços biblioteconômicos no país.
No decorrer do século XX, a instituição incorporou novas tecnologias, ampliou seu quadro técnico e consolidou o sistema do depósito legal, instrumento fundamental para garantir a preservação integral da produção intelectual brasileira. Dessa forma, a Biblioteca Nacional firmou-se como órgão central da política cultural do Estado, unindo tradição histórica e modernização institucional.
7 O ACERVO E A RELEVÂNCIA INTERNACIONAL
Atualmente, a Biblioteca Nacional do Brasil abriga um dos maiores e mais importantes acervos bibliográficos do mundo, estimado em mais de nove milhões de itens, entre livros, periódicos, manuscritos, mapas, partituras, iconografias e documentos digitais. Esse patrimônio constitui-se como fonte indispensável para pesquisas nas áreas de história, literatura, artes, ciências sociais e humanas.
Entre os conjuntos mais valiosos encontram-se os livros raros dos séculos XV ao XVIII, incluindo incunábulos europeus, primeiras edições de obras científicas e filosóficas, além de manuscritos que remontam ao período colonial brasileiro. Destacam-se ainda as coleções cartográficas e iconográficas, fundamentais para o estudo da formação territorial e urbana do país.
A biblioteca possui igualmente um dos mais completos acervos de periódicos brasileiros, reunindo jornais e revistas desde o século XIX, essenciais para a compreensão da vida política, cultural e social do Brasil. Esses documentos permitem o acompanhamento da evolução do pensamento nacional e da imprensa como instrumento de debate público.
No cenário internacional, a Biblioteca Nacional mantém intercâmbio com instituições congêneres, participando de redes de cooperação científica e cultural. Parte significativa de seu acervo integra o Programa Memória do Mundo, da UNESCO, reconhecimento que atesta seu valor universal e sua relevância para a humanidade.
Além da preservação física, a instituição tem investido em processos de digitalização, ampliando o acesso remoto às coleções por meio da Biblioteca Nacional Digital. Tal iniciativa contribui para a democratização do conhecimento e para a difusão do patrimônio documental brasileiro em escala global.
Dessa forma, o acervo da Biblioteca Nacional transcende fronteiras nacionais, consolidando-se como referência internacional na preservação da memória, na pesquisa acadêmica e na valorização da herança cultural do Brasil.
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise do processo histórico de fundação da Biblioteca Nacional do Brasil evidencia que sua criação está intrinsecamente vinculada às profundas transformações políticas, administrativas e culturais desencadeadas pela transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. Tal acontecimento marcou o início de uma nova etapa na história do país, caracterizada pela instalação de instituições fundamentais à organização do Estado e à formação de uma vida intelectual estruturada.
Ao longo do século XIX, a antiga Real Biblioteca acompanhou o processo de Independência e consolidação do Império, sendo incorporada definitivamente ao patrimônio nacional. Sua evolução institucional refletiu os esforços do Estado brasileiro em construir uma identidade própria, baseada na valorização do conhecimento, da educação e da cultura letrada como pilares da nação.
A transformação da Biblioteca em instituição republicana, após 1889, reforçou seu caráter público e democrático, ampliando sua função social e simbólica. A mudança de denominação para Biblioteca Nacional não representou apenas um novo marco administrativo, mas a reafirmação de seu papel como guardiã da memória coletiva brasileira.
A inauguração do edifício da Cinelândia, em 1910, consolidou materialmente a importância da instituição, integrando-a ao projeto de modernização urbana e cultural da então capital federal. Desde então, sucessivos processos de reorganização administrativa, ampliação do acervo e incorporação de novas tecnologias permitiram sua permanência como referência intelectual ao longo do século XX e início do XXI.
Destaca-se ainda o papel estratégico da Biblioteca Nacional na preservação do patrimônio documental brasileiro, especialmente por meio do depósito legal, que assegura o registro sistemático da produção editorial do país. Tal função confere à instituição responsabilidade única na salvaguarda da memória impressa e digital da nação.
No cenário contemporâneo, os investimentos em digitalização e acesso remoto ampliaram significativamente o alcance social da Biblioteca Nacional, democratizando o conhecimento e permitindo que pesquisadores, estudantes e cidadãos tenham acesso ao acervo independentemente de sua localização geográfica.
Dessa forma, a Biblioteca Nacional transcende sua condição de espaço físico de guarda documental, consolidando-se como instituição viva, dinâmica e essencial para a compreensão da história, da cultura e da identidade brasileira. Sua trajetória confirma que a preservação do passado constitui elemento indispensável para a construção do futuro.
Conclui-se, portanto, que a Biblioteca Nacional do Brasil permanece como um dos mais sólidos pilares da memória nacional, símbolo da continuidade histórica do Estado brasileiro e instrumento fundamental para o fortalecimento da cidadania cultural, da pesquisa acadêmica e da valorização do patrimônio histórico do país.
REFERÊNCIAS
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Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho é natural de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, nascido em 20 de agosto de 1974. Casado, pai de dois filhos, é licenciado em História e Filosofia, tecnólogo em Eventos e bacharel em Direitos Humanos com ênfase em Ciências Sociais. Possui formação especializada em nível de pós-graduação nas áreas de História do Brasil, História Antiga e Medieval, Filosofia, Ciências Políticas, Jornalismo, Docência do Ensino Superior, Produção Cultural e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural entre outras. É coautor de mais de quarenta obras literárias e atua como colunista do Jornal Cultural ROL, desenvolvendo produção intelectual voltada à história, cultura, filosofia, direitos humanos e diplomacia cultural. Foi reconhecido por Notório Saber em Filosofia pelo Instituto Universitas Ecclesiae do Brasil. Detém centenas de títulos honoríficos, medalhas e condecorações concedidas por instituições nacionais e internacionais. É Doctor of Humane Letters pela Logos University International (UNILOGOS) e Doctor of Philosophy in Peace pela International University of Higher Martial Arts Education. Atua como Agente de Representação Diplomática Dinástico-Cultural, com status de Embaixador Honorário da Organização Internacional de Diplomacia Cultural.

