Pietro Costa: Poema ‘Travessia ludibriante’


às 15:25 PM
Escrever, reescrever, fatal curso,
Corações soltos do sótão, a saltar,
Tinta etérea, poemas ressaltar,
Ponteiros são flagelos no percurso.
Diante do espelho, vital recurso
Às metáforas: medos assaltar,
Estilhaços ajuntar, no decurso,
Recompor-se, sem se sobressaltar.
Nessa travessia ludibriante,
A ampulheta soa paralisar,
Sopra no ar uma essência inebriante.
Singular e simples: catalisar,
Quintanessência de Mário, iriante,
Arestas do tempo, soube alisar.
Pietro Costa
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Natural de Brasília (DF), é escritor, poeta e Assessor Jurídico de 2ª Instância do MPU (PGJM). Autor de 11 livros, ganhou projeção internacional com O Barco e o Verbo: 10 Anos de Travessia Literária, lançado na London Book Fair 2026, onde recebeu o título Royal Writer of the Year. Seu livro Requintes de Sensibilidade (2025) foi lançado no Salão do Livro de Genebra 2026, ampliando o alcance de sua poesia no cenário europeu. Vencedor do Troféu Clarice Lispector 2024 (SolRidente) e do 1º Concurso Mágico de Oz 2025 (A Matemática da Presença), integrou a delegação brasileira no Festival Internacional de Poesia de Bucareste (2025). Professor de Escrita Criativa, Idealizador e Facilitador do LabVerso: Núcleo de Poéticas Experimentais e Mentoria Literária de Alta Formação, Doutor Honoris Causa Mult., soma mais de 400 participações em coletâneas literárias.

