Uma sinfonia de misticismo e sensibilidade: Adriana Rodríguez abre os portais da alma em versos que transformam o silêncio da natureza em pura magia literária

Na floresta adormecida
onde a água murmura,
e as rochas sonham,
guardo meus passos
com tinta e com noite
sob a luz da lua.
Uma fada me olha,
empresta-me seu riso,
e, travessa, dança
sob o vento azul
que caminha descalço.
O riacho me escreve poemas que começam
com o aroma do silêncio
e a verdade da rosa.
Caminhando, passa.
Não levo pressa, levo asas,
por dentro, histórias bordadas
em vermelho e em azul-céu.
Cada amanhecer
é um pequeno portal,
onde desperto…
e ainda continuo sonhando
onde os livros sonham.
Adriana Rodríguez
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Natural de Heroica Matamoros, México, é escritora e criadora literária. Sua obra transita entre a poesia e o conto, explorando emoções humanas, memória, vulnerabilidade e o claro-escuro da experiência cotidiana. Participou de eventos de poesia presenciais e virtuais, além de contribuir para programas e publicações em diversas revistas digitais. Seus trabalhos foram incluídos em inúmeras antologias e projetos editoriais independentes. Entre seus títulos publicados estão as coletâneas de contos ‘Pesadelos: Crônicas dos Sonhos e Hábitos das 6 da Manhã’, bem como as coletâneas de poesia ‘Desaparecida’ e ‘Fragmentos’. Atualmente, continua a desenvolver projetos literários focados na exploração íntima da linguagem e das sensibilidades contemporâneas.



Adriana, seu poema transborda lirismo! Extremamente sinestésico, aborda a profunda conexão da alma humana com a sacralidade da natureza. Para os leitores sensíveis, o poema descortina uma jornada espiritual por uma floresta mística, onde o tempo flui na calmaria e o silêncio ecoa vozes repousantes!