“Minha palavra final sobre um episódio deprimente: o linchamento virtual de Willian Waack.”
Foi uma tempestade em copo d’água que maquiavélicos produziram servindo-se de um mero desabafo de momento: a frase proferida a esmo por William Waack, para só quem estava junto escutar, sem nenhuma intenção de influenciar comportamentos e que naquele exato instante não provocou reação nenhuma nem indignou ninguém ao redor, mas cuja gravação foi desencavada e divulgada um ano depois, flagrantemente no contexto de uma ação concertada para assassinar a reputação de tal jornalista.
Querem viver num estado policial de novo tipo, em que a punição e a intimidação são executadas por linchadores civis organizados e não mais pelas autoridades do Estado? Eu não. Já vivi numa sociedade semelhante, em que todos tinham medo o tempo todo, durante a ditadura militar. Ninguém estava tranquilo para falar o que realmente sentia, nem mesmo ao tomar umas biritas no boteco. Desconfiava-se de tudo e de todos. Descobriam-se espiões a torto e a direito e muita gente boa foi alvo de suspeitas descabidas. Era a repressão introjetada. Era um pesadelo.Esses patrulheiros cricris são, em certo sentido, até piores do que o menino que delata o pai à Polícia do Pensamento por exclamar Abaixo o Grande Irmão! durante o sono (na distopia 1984, de George Orwell), pois não sofreram uma lavagem cerebral imposta de cima para baixo pelos detentores do poder. Fizeram por vontade própria sua opção pela catarse, pelo rancor e pela intolerância. Lutarei até o fim, com todas as minhas forças, para que não tenham êxito na sua faina para extirparem definitivamente a cordialidade do cotidiano dos brasileiros.
Nosso verdadeiro problema continua sendo o de superarmos a desumanidade capitalista da qual todos somos vítimas de um jeito ou de outro, dando um fim à exploração do homem pelo homem, à desigualdade e às injustiças sociais.
Essa desatinada caça às bruxas só consegue tornar ainda mais infernal o dia a dia de todos.
ACESSE AQUI AS CONSIDERAÇÕES DE WAACK SOBRE
O EPISÓDIO, EM ARTIGO DIVULGADO NO ÚLTIMO DOMINGO.
CelsoLungaretti – lungaretti@gmail.com
- Angolano vence concurso internacional de literatura - 3 de fevereiro de 2026
- Pequeña historia de META - 2 de fevereiro de 2026
- II Prêmio Laurel de Literatura - 30 de janeiro de 2026
Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

