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Selecionem-se bons cidadãos docentes

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Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Selecionem-se bons cidadãos docentes’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA do Grok - 02 de fevereiro de 2026, às 09:56 PM - https://grok.com/imagine/post/ff9da976-dd21-4b18-936c-7fa084769ade
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Nesta terceira década do séc. XXI, uma nova escola se impõe para formar um novo tipo de educador, deve recorrer àqueles cidadãos que reúnam as condições consideradas adequadas, obviamente com a formação especializada para os domínios que vai orientar: «Eu digo que é preciso antes de mais que ele próprio seja um homem ou uma mulher verdadeiros, adultos que atingiram a maior idade, com maturidade afectiva equilibrada, indispensável para tomarem conta de crianças e para a sua relação com elas. É este o ponto fundamental porque não se pode pretender nem esperar formar homens autónomos por pessoas que não sejam elas próprias livres, responsáveis e autónomas. (…) Nestas condições, o educador não pode esperar ter êxito na sua tarefa se não possuir quatro qualidades fundamentais: optimismo pedagógico, imaginação criadora, espírito científico, espírito de equipa.» (GLOTON, 1974:255).

Um novo tipo de formador, está diretamente correlacionado e conduzirá ao bom cidadão docente. Poderá ser, num futuro próximo, este o novo educador, progressivamente extensível a todos os níveis de ensino e formação profissional, que terá toda a autoridade docente para, coniventemente, com o aluno/formando e as instituições, desenvolver os projetos educativos e formativos. 

Numa perspetiva de curto prazo e na execução de projetos abrangentes de todas as idades, etnias e estatutos, as qualificações requeridas serão mais exigentes e avançam para um conceito mais profundo, agora designado por bom cidadão docente. Haverá uma evolução de mentalidades, de técnicas, de estratégias e metodologias, a partir do novo tipo de educador. 

O bom cidadão docente implica ter características muito específicas, que determinam condutas muito difíceis, designadamente: ser consciencioso, altruísta, civicamente virtuoso, cortês, pacificador e desportista, as quais se podem descrever como: «Ser consciencioso significa ir para além do que está formalmente prescrito para a função. O altruísmo engloba os actos de ajuda a pessoas específicas (docentes, discentes …). A virtude cívica denota a participação responsável na vida da organização. Ser cortês implica agir com tacto, respeito e consideração na relação com os outros. O desportivismo reflecte a tolerância para com situações menos agradáveis e desconfortáveis. Ser pacificador significa agir como moderador de conflitos e zelar pelo ambiente social da escola.» (REGO, 2003:57-58).

A docência exercida por pessoas com tais características recuperará e consolidará, definitivamente, a autoridade, tantas vezes reclamada. Assumir a docência apenas como uma ocupação provisória, como um complemento remuneratório a outras atividades, pode revestir uma atitude de lesa-cidadania. 

A atividade docente ganha autoridade, não tanto pela apresentação de um diploma de licenciatura e/ou especialização, direcionada para a educação/formação, mas também por uma conduta docente irrepreensível, paradigmática dos princípios, valores, sentimentos e atitudes, a partir da qual a comunidade lhe atribua, espontânea e responsavelmente, essa autoridade, à qual adere sem nenhuma oposição. 

Selecionem-se, então, bons-cidadãos docentes, para bons-educadores docentes. Parece ser este o caminho a seguir para um novo tipo de educador intercultural que, simultaneamente, congregue em si o cidadão, a pessoa humana revestida da dignidade que lhe pertence.

 BIBLIOGRAFIA

GLOTON, Robert, (1976). A Autoridade à Deriva, Tradução, Carmen González, s.l. Ulisseia.

REGO, Arménio, (2003). Comportamentos de Cidadania Docente: na Senda da Qualidade no Ensino Superior, Coimbra: Quarteto Editora.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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