fevereiro 03, 2026
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Jairo Valio: 'Brisa que passa'

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“Brisa que passa e leva também as saudades./ Ativou minha mente e recordações surgiram,/ De tempos que amei no alvorecer do dia,/ E na noite serena contemplava a lua,/ Enquanto ela trazia o perfume das flores.”

 

BRISA QUE PASSA

 Serena, roça meu rosto e se afasta.

Acompanho seu traçado e percebo:

Leva de mansinho as folhas que caem,

Do outono que se foi e o inverno chegou,

Deixando as árvores tiritando de frio.

 

Num redemoinho brinca como criança,

E revolve as relvas quase suplicantes,

Por chuvas que não caem para molhar a terra,

Sabendo que as flores estão em silêncio,

Temerosas por não espalharem seus perfumes.

 

Observei a brisa subindo em torvelinhos,

Imperceptíveis dentro de um céu muito azul,

Mas ao tocar os pássaros em revoadas,

Notei sua angústia procurando nuvens esparsas,

Que poderiam molhar a terra sedenta de água.

 

Brisa que passa e leva também as saudades.

Ativou minha mente e recordações surgiram,

De tempos que amei no alvorecer do dia,

E na noite serena contemplava a lua,

Enquanto ela trazia o perfume das flores.

 

Quando a lua surgia iluminando todo o céu,

As estrelas piscavam como se quisessem brincar,

E num aconchego que tanto me cativava,

Ficava sereno num olhar contemplativo,

Enquanto a brisa suave nossos rostos tocava.

 

Jairo Valio – valio.jairo@gmail.com

 

Sergio Diniz da Costa
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