“A expansão que o uso de tecnologia digital, principalmente dos smartphones, tem no contexto mundial é inegável.”
Na área educacional nos deparamos a cada dia com estudos e formações a respeito da tecnologia e de como ela influencia no processo de aprendizagem de crianças e adolescentes. Por vezes, principalmente a tecnologia digital é vista como ‘ inimiga’ no desenvolvimento da aula e na capacidade de concentração e atenção dos alunos. Por outro lado, são crescentes os estudos que demonstram que a tecnologia pode ser aliada da escola e que as instituições não podem ficar à margem do desenvolvimento tecnológico e das novas formas de comunicação e informação.
A expansão que o uso de tecnologia digital, principalmente dos smartphones, tem no contexto mundial é inegável. E isso atinge todas as gerações, de crianças a idosos, é raro não vermos as pessoas utilizando esses recursos diariamente. Porém, a maioria das escolas continua presa a processos tradicionais de ensino, de excesso de exposição oral, de uso do livro didático como cópia de conteúdos no caderno e de supressão de qualquer uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula. Um dos principais argumentos utilizados pelos docentes é que os estudantes não sabem utilizar adequadamente esses aparelhos, os utilizando somente para diversão e para acesso à diversas redes sociais. Porém, se nossas crianças e adolescentes não são orientados a saber utilizar as tecnologias como propulsoras no processo de aprendizagem e como recursos que podem ajudá-las em diversas atividades diárias, elas continuarão as utilizando de maneira errada e se tornarão escravas desses aparelhos, em uma relação passiva.
Dessa forma, no trabalho com as tecnologias digitais, a fim de que essas ferramentas possam ser aliadas no processo de ensino-aprendizagem, o professor precisa ser criativo e ousado ao planejar, orientar os alunos a filtrarem as informações que recebem diariamente, analisá-las, questioná-las para se chegar a um pensamento próprio e entender que o conhecimento só se constrói com pesquisa e produção. Os estudantes precisam ser instigados a dar novo sentido aos conteúdos que aprendem, a estabelecer uma relação com eles, de maneira interativa, sabendo utilizar a tecnologia digital como elemento facilitador na construção do próprio conhecimento.
Vanessa Queirós Alves – vanessa.a@uninter.com
Professora do curso de Pedagogia do Centro Universitário Internacional Uninter e pedagoga da rede estadual de ensino do Paraná.
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura e Dr. h. c. mult. Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura .

