fevereiro 03, 2026
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O Leitor Participa: Bryan Chagas, de Itajaí (SC), com as poesias 'Joia' e 'Rio'

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Bryan Chagas

Perfeita ou ridícula,/ Distinta ou descartável./ Não me feche numa sala pouco arejada./ Deixe-me espelhar o movimento, Espelhar-me no movimento.” (Joia)

Joia

Perfeita ou ridícula,

Distinta ou descartável.

Não me feche numa sala pouco arejada.

Deixe-me espelhar o movimento,

Espelhar-me no movimento.

Permita à natureza lapidar-me,

Antes de ti.

Muito antes de ti, e dos que se antecipam a ti.

Será bom que as cortinas estejam abertas;

Você verá que em meu corpo se delinearão as cores do arco-íris.

Não será apenas beleza o que descobrirás em mim.

Serão liberdades,

Liberdades outras,

Não importa o quão útil eu serei às tuas expectativas,

Eu serei o meu diamante.

Edição do poema “Joia” de Bryan Chagas por Tereza Du’Zai.

 

Rio

Ei, você, estranho miserável!

Você que me julga por preconceito.

Que tipo de normal és?

Saiba: suas palavras são miseráveis.

E eu, este louco, rio,

Rio, rio, rio…

Deságuo em gargalhadas na tua insensatez mesquinha.

Honrado imbecil!

Sim, eu te estranho com essa roupa sem rasgos e sem manchas.

Sim, eu te estranho com tua pouca propriedade, com tua pouca dignidade.

Eu te estranho, pobre desgraçado!

Estranho essa falta de personalidade, essa falta de amor próprio;

Estranho essas caras, esses olhares, esses trejeitos copiados.

E por tudo isso eu rio quando te vejo,

Rio em silêncio,

Rio quando falo, canto, danço, ando, corro, jogo, pulo…

Rio também quando te vejo caminhando a minha frente.

Ridículo! Eu penso.

Me desculpe, mas eu rio.

Da tua permanência,

De tudo o que te pertence.

Rio.

Edição do poema “Rio” de Bryan Chagas por Tereza Du’Zai.

 

Sergio Diniz da Costa
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