abril 28, 2026
Sonho etéreo
Do Peru ao ROL, Ana Cecilia Chávez Zavalaga!
Availability
Da Espanha ao ROL, Rafael Peñas Cruz!
Ángeles de cera
Omissão
Startling revelation
Últimas Notícias
Sonho etéreo Do Peru ao ROL, Ana Cecilia Chávez Zavalaga! Availability Da Espanha ao ROL, Rafael Peñas Cruz! Ángeles de cera Omissão Startling revelation

Artigo de Marcelo Paiva Pereira: 'Arquitetura sustentável: edificando o meio ambiente'

image_print

Marcelo Paiva Pereira: ‘ARQUITETURA SUSTENTÁVEL: EDIFICANDO O MEIO AMBIENTE’

arquitetura

A arquitetura sustentável é um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito com vistas a preservar o meio ambiente natural em benefício das presentes e futuras gerações, garantindo o conforto ambiental a que todos tem direito. O presente texto, ainda que superficialmente, abordá-la-á sob os enfoques da sustentabilidade, do projeto sustentável e da permacultura.

Prólogo

Ao redor do mundo a preservação do meio ambiente natural tem sido objeto de preocupação desde o início da década de 70 do século XX, enquanto no Brasil teve início em 1991 com um projeto de lei sobre o acondicionamento, tratamento, coleta e destinação final dos resíduos hospitalares e instituições da área da saúde.

De lá para cá muitas foram as legislações elaboradas e publicadas sobre o tema, atingindo as áreas profissionais e do conhecimento, dentre as quais a arquitetura e urbanismo, uma das ciências e carreiras profissionais responsáveis pela produção de resíduos no ambiente artificial (as cidades) com efeitos danosos ao meio ambiente natural.

Em face da realidade degradante que atinge o meio ambiente (tanto natural quanto artificial) surgiu a corrente da sustentabilidade, que tem o escopo de preservar o meio ambiente à sobrevivência das espécies e da humanidade.

Da Sustentabilidade

A sustentabilidade é um conceito sistêmico, abrange as áreas social, econômica, cultural, geográfica (ou espacial) e ecológica. O complexo formado por elas é o suporte de existência da arquitetura sustentável. Seus conceitos seguem abaixo:

  1. A sustentabilidade social visa diminuir as discrepâncias entre as classes sociais, pretendendo pela maior equidade na distribuição de bens e rendas.
  2. A sustentabilidade econômica visa mensurar a eficiência (rentabilidade) econômica por toda a sociedade, pretendendo pela rentabilidade social da economia, e não apenas pela empresarial.
  3. A sustentabilidade cultural visa compor – conciliar – a cultura científica com a popular (ou vernacular), para extrair de ambas os mais adequados projetos de construção para o ambiente a que se destinam.
  4. A sustentabilidade geográfica (ou espacial) visa ao projeto, pretendendo pela compacidade (redução da área de ocupação), flexibilidade (acolhimento de mais necessidades humanas) e formalidade (deve assegurar a preservação do meio ambiente natural do local, com a criação de áreas de proteção ambiental ou proteger ecossistemas frágeis).
  5. A sustentabilidade ecológica visa criar sistemas de condicionamento ambiental e do aproveitamento de formas de energia que sejam limpas e disponíveis na natureza.

A sustentabilidade social e a econômica tem o propósito de diminuir as diferenças econômicas entre as classes sociais, medindo a rentabilidade econômica por toda a sociedade. Esta rentabilidade extrapola a rentabilidade empresarial e atinge a da sociedade, em relação às classes sociais que a constituem.

A sustentabilidade cultural, geográfica e ecológica tem o propósito de diminuir os efeitos danosos ao meio ambiente com a redução de áreas de construção, uso de materiais próprios ou próximos do local e regular (condicionar) o uso do espaço arquitetônico sem prejudicar ou, ao menos, diminuindo em muito os danos ao meio ambiente.

Os três últimos tipos de sustentabilidade são informados por princípios que orientam a formação e a execução do projeto arquitetônico. São:

  1. Princípio da Diversidade do Conhecimento Popular e de Técnicas Científicas: acolhe ambos os conhecimentos com o escopo de realizar todas as necessidades humanas. Informa a sustentabilidade cultural;
  2. Princípio da Obediência às Relações Sistêmicas entre Processos e Eventos: visa mensurar a quantidade de danos e a qualidade (nocividade) dos materiais ao meio ambiente. Informa a sustentabilidade ecológica;
  3. Princípio da Interdisciplinariedade de Equipes: visa melhorar a elaboração do projeto ou sua execução. Informa a sustentabilidade geográfica (ou espacial).

Além desses existem outros princípios, porém anteriores à Revolução Industrial (séc. XVIII), os quais informavam as condutas construtivas. São:

  1. Princípio da Adequação da Edificação ao Lugar: corresponde à atual sustentabilidade geográfica (ou espacial);
  2. Princípio da Construção em Harmonia com a Natureza: corresponde à atual sustentabilidade ecológica.

Atualmente esses princípios, anteriores à Revolução Industrial, informam as condutas humanas em relação à interação delas com o meio ambiente. A essa interação atribui-se o título – talvez romântico – de “espírito do lugar”, que traduz a essência do lugar para o conforto humano.

Referidas condutas deverão fazer uso da água, terra, fogo e ar – os quatro elementos da natureza – mensurando-os em proporções que não agridam o meio ambiente nem suprimam o conforto ambiental às pessoas. A obra arquitetônica deverá ser harmônica com o “espírito do lugar”, podendo resultar de arquitetura técnica ou vernacular, mas deverá ser sustentável.

A sustentabilidade tem por objeto o meio ambiente e por finalidade preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Suas diretrizes são:

  1. Análises preliminares: aborda os aspectos naturais, a infraestrutura, a vizinhança e a legislação;
  2. Perfil ambiental do empreendimento: aborda o programa de necessidades do empreendimento, a indicação de objetivos ambientais e o estudo da luz e dos ventos (elementos do clima).

Em relação ao estudo da luz e dos ventos, os períodos mais indicados são:

  1. Outono: 20 de março, às 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs;
  2. Inverno: 21 de junho, às 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;
  3. Primavera: 22 de setembro, às 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;
  4. Verão: 21 de dezembro, às 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs.

As diretrizes acima servem de pressupostos ao projeto – ou desenho – sustentável, que deverá atribuir uso racional dos recursos naturais com vistas ao conforto humano e à sustentabilidade do ambiente.

A sustentabilidade surge na área da arquitetura e urbanismo como critério de elaboração de projetos. A ética a que se propõe é a preservação do ambiente para as presentes e futuras gerações e tem por estética a qualidade (atributos apreciáveis) dos projetos em benefício da qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Haja vista ser a sustentabilidade um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômico, social e ambiental (cultural, geográfica e ecológica), a atividade sustentável deverá ser economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta. É a hipótese do projeto de arquitetura e urbanismo, que assim deverá ser desenhado e executado.

Do Projeto Sustentável

O projeto sustentável deverá ter eficiência energética, sanitária e administrativa, objetivar o conforto e abordar os temas:

  1. Escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;
  2. Respeito e adequação às condicionantes (características) locais;
  3. Minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  4. Racionalização da água e da energia;
  5. Espaços adequados à gestão dos resíduos;
  6. Canteiro de obras sustentável;
  7. Manutenção;
  8. Conforto e saúde dos usuários.

A eficiência energética está contida no projeto sustentável e depende:

  1. Da implantação: respeito e adequação às condicionantes (características) locais e minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  2. Da orientação: respeito e adequação às condicionantes (características) locais e minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  3. Dos materiais da envoltória: escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;
  4. Dos sistemas (resfriamento/aquecimento, iluminação, hidráulica, equipamentos, etc): escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos.

O projeto sustentável também deverá apresentar soluções ativas e passivas para a eficiência energética. Elas se apresentam como abaixo seguem.

São soluções ativas (são os objetivos da eficiência energética):

  1. Redução do consumo de energia de fontes não renováveis: visa à racionalização da água e da energia, e aos espaços adequados à gestão dos resíduos;
  2. Utilização de fontes renováveis de energia: visa à racionalização da água e da energia, e à minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  3. Minimização na emissão de poluentes: visa à minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno.

São soluções passivas as que visam reduzir a necessidade de resfriamento e iluminação natural quanto à luz, ventilação e temperatura.

A eficiência sanitária deverá abranger o esgoto sanitário, os resíduos sólidos, o abastecimento e o tratamento de água, esgoto, resíduos e rejeitos. Deverá racionalizar a gestão dos resíduos e os recursos hídricos (água de chuva, água potável, rede de esgoto, lençol freático e escoamento difuso das águas), tendo por finalidades a funcionalidade do edifício, o conforto dos ocupantes e a otimização do uso dos resíduos. A salubridade do ambiente depende da qualidade sanitária da água, do ar, dos equipamentos e das superfícies de contato com as pessoas.

A eficiência administrativa (ou gestão ambiental da manutenção) consiste num conjunto de atividades destinadas a conservar ou recuperar a capacidade funcional e o desempenho da edificação e de seus sistemas constituintes.

Quanto ao conforto pretendido pelo projeto sustentável, este deverá considerar as percepções humanas (são os sentidos da visão, audição, gustação, olfato e tato) e ser higrotérmico (quanto ao clima do ambiente e à temperatura dos materiais), acústico (quanto à sonoridade do ambiente), visual (quanto à luminosidade do local e aos excessos de sinalizações (poluição visual)) e olfativo (quanto aos gases e odores em suspensão).

Os projetos arquitetônicos assim desenhados são objeto do capitalismo natural, modelo econômico do desenvolvimento sustentável, que depende de sistemas eficientes de produção e cujos princípios se alicerçam na preservação dos recursos naturais e do meio ambiente, na solidariedade com as gerações futuras e na satisfação das necessidades básicas do ser humano.

Da Permacultura

Paralelamente há a permacultura, conjunto de conhecimentos interdisciplinares que foi criada na Austrália no final dos anos 70 do século XX por Bill Mollison e David Holmgreen, e trata dos elementos de um sistema e dos relacionamentos que se pode criar entre eles, por meio da distribuição desses elementos no terreno. A palavra aludida resulta da conjunção de “permanente” e “cultura”, e presume concepções baseadas em relações mais duradouras e equilibradas com o meio socioambiental.

A referida examina os ciclos biológicos da natureza e os reproduzem na elaboração de sistemas de condicionamento ambiental dos elementos (casas, açudes, ruas, estradas, parques, etc) que os compõem.

Seus princípios assemelham-se aos que informam a sustentabilidade, o projeto e o desenvolvimento sustentável. Eles, entretanto, orientam no sentido de integrar as condutas humanas criando laços de dependência ou relações de causa e efeito, com a finalidade de criar um sistema ordenado de relações em prol da preservação do ambiente natural e artificial (as cidades). Em relação a este último, pretende pela criação de áreas agricultáveis pelos habitantes de cada área ou trecho urbano, no afã de gerar renda e aproximar as pessoas da natureza, ainda que sob as técnicas de produção de subsistência.

Da Arquitetura Sustentável

A arquitetura sustentável pode ampliar o conforto ambiental e a economia de recursos naturais mediante os parâmetros de economia, qualidade e durabilidade das obras e os princípios da minimização dos impactos ambientais e do uso racional dos recursos naturais não renováveis, junto com os princípios oriundos do desenvolvimento sustentável:

  1. Preservação dos recursos naturais e do meio ambiente: este contém os dois acima, que o especificam;
  2. Solidariedade com as gerações futuras: as obras realizadas não podem degradar o ambiente, assegurando a sua existência para as gerações futuras;
  3. Satisfação das necessidades básicas do ser humano: alude ao conforto, inclusive o ambiental.

Ela depende de todo o sistema que conceitua a sustentabilidade e da obediência à todas as diretrizes do projeto sustentável. Está contida no modelo de desenvolvimento sustentável e do capitalismo natural.

Em relação aos princípios da permacultura, dependerá da consciência de cada pessoa no tratamento dado ao ambiente natural e urbano, inclusive em relação às áreas agricultáveis pretendidas; estas indicam ser aproveitáveis aos habitantes de vilas, povoados, pequenas cidades ou de baixa renda, que poderiam extrair uma parte do sustento e da renda com a produção agrícola de subsistência.

Sem óbice da permacultura, a arquitetura sustentável também deverá promover estratégias específicas para a finalidade a que se propõe, as quais abaixo seguem.

Em relação ao conforto ambiental, deverá examinar o conforto lumínico, acústico e térmico – na forma do edifício e nos materiais da envoltória.

Em relação ao aproveitamento e reuso de recursos em geral, deverá tratar da captação e armazenamento das águas das chuvas (água de reuso), do reuso das águas cinzas, da bacia sanitária com caixa acoplada e, quando for conveniente e oportuno, do uso de fogão à lenha.

Em relação ao gerenciamento das águas, deverá examinar o uso racional da água (de reuso e potável) sem prejuízo das instalações e das necessidades humanas.

Em relação à definição dos materiais a serem utilizados, deverá considerar as fases de projeto, construção e desmontagem, seguir as diretrizes referentes aos materiais renováveis, recicláveis, reutilizáveis e os atóxicos, à facilidade de desmontagem, à padronização de dimensões e ao baixo conteúdo energético (tanto no ciclo de vida do produto quanto no seu desmonte).

Optando-se pela análise do ciclo de vida do produto, deverá examiná-lo desde a obtenção da matéria-prima, manufatura, montagem, uso (operação) e manutenção; e, quanto ao destino a ser dado após seu exaurimento, deverá examinar sua reutilização (usa pouca energia) e reciclagem (o uso da energia deve ser mensurado). As emissões aéreas e líquidas e a energia consumida na produção são mais intensas nas fases de obtenção, manufatura e montagem, também devendo ser examinada pela arquitetura sustentável.

Em relação à gestão de resíduos domiciliares, deverá distinguir o lixo facilmente biodegradável (resíduos orgânicos, papéis e restos vegetais) do não facilmente biodegradável (vidro, metais e plásticos), com vistas a facilitar a coleta. Quanto às águas residuais, será necessário distinguir as águas negras (oriundas dos vasos sanitários) das cinzas (pias, tanques, lavatórios e chuveiros) e dar a cada uma a destinação adequada (reuso das águas cinzas e eliminação das águas negras).

Em relação ao paisagismo, deverá utilizar vegetação caduciforme (no outono e inverno as folhas ressecam e caem) para o conforto térmico nas edificações pelo sombreamento das fachadas; vegetação de maior duração para as coberturas (telhados) verdes; elaborar paisagismo pedagógico e paisagismo sensorial (estimulantes da visão, audição, gustação (ou paladar), olfato e tato).

Em relação às estratégias sociais, deverá preservar raízes históricas, culturais e naturais (sustentabilidade cultural), promover a igualdade social, o acesso universal e a educação ambiental, e incentivar a participação popular na escolha e acolhimento de decisões.

Em relação às estratégias econômicas, deverá usar com eficiência os recursos disponíveis no local, possibilitar pequenos negócios familiares junto à habitação, reduzir a ocupação do imóvel no lote para produzir alimentos (princípio da permacultura), incentivar a reciclagem do lixo (princípio da permacultura) e proporcionar a geração de renda oriunda da venda do lixo reciclado e do excedente agrícola (princípio da permacultura).

Da Conclusão

A arquitetura sustentável é um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito, porém dependente do conceito sistêmico da sustentabilidade e dos princípios que a informam. Estes também informam o projeto sustentável, o qual deverá atingir o conforto ambiental e a eficiência energética, sanitária e administrativa para suprir as necessidades e as percepções humanas (os cinco sentidos), adequando-se ao ambiente em que se encontrar (o “espirito do lugar”) e utilizando-se de estratégias específicas para realiza-las.

Quanto à permacultura e seus princípios, parece ser mais apropriada às comunidades de vilas, povoados ou pequenas cidades, de modo que a arquitetura sustentável dependa do interesse dos habitantes urbanos quanto ao sistema ordenado de relações e à hipótese de aquisição de rendas pela venda do excedente agrícola (subsistência) ou dos resíduos urbanos (lixo) para reciclagem ou reutilização.

Finalmente, a arquitetura sustentável é a edificação do meio ambiente porque o constrói artificialmente (as cidades) com a preservação da natureza que a envolve e desta admite ser dependente para edificar-se adequadamente diante dela. Nada a mais.

 

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP)

 

FONTES DE PESQUISA

CAUBR.GOV.BR. Disponível em: http://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2014/02/AF6_asbea_sustentabilidade.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

HABITARE.ORG.BR. Disponível em: http://www.habitare.org.br/pdf/publicacoes/arquivos/colecao9/livro_completo.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

PROACTIVECONSULTORIA.COM.BR. Disponível em: http://proactiveconsultoria.com.br/2013/wp-content/uploads/2013/04/Arquitetura-e-Desenvolvimento-Sustentavel.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

REVISTAS.UNISINOS.BR. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/arquitetura/article/view/4800. Acessado aos 12.08.2015.

USP.BR. Disponível em: http://www.usp.br/nutau/CD/28.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

FCA.UNESP.BR. Disponível em: http://www.fca.unesp.br/Home/Extensao/GrupoTimbo/permaculturaFundamentos.pdf. Acessado aos 30.08.2015.

PERIODICOS.IFSC.EDU.BR. Disponível em: https://periodicos.ifsc.edu.br/index.php/rtc/article/download/1455/860. Acessado aos 30.08.2015.

 

 

 

Helio Rubens
Últimos posts por Helio Rubens (exibir todos)
PHP Code Snippets Powered By : XYZScripts.com
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial
Acessar o conteúdo