
O corvo da noite
Escrever poemas ao álcool regados,
Fumaça de cigarros, lumes enevoados,
Estranha antítese, oh! inquieta placidez,
Vem aos poucos embriagar a timidez.
Se inovo em tolo método, “minimalista!”
Por vieses aduncos, talvez, individualista.
Para escrever o que de dentro salta,
Reproduzo feroz sentimento que assalta.
Engole-se forçado o conteúdo regurgitado,
Ideia amorfa, como consciente violado.
A noite lesta e sagaz oblitera a visão,
Quando na solitude, busca-se inspiração.
Marcus Hemerly
marcushemerly@gmail.com
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Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Formado em Direito, é servidor público do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo. Autor da obra solo Verso e Prosa: Excertos de Acertos e Versos e Anversos, e coautor em antologias poéticas e de contos, versando sobre terror, ficção policial e fantasia. Atua como membro de academias literárias, tendo recebido o título de Doutor honoris causa em Literatura, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, e em projetos culturais. É colunista de cinema, contribuindo para saites e jornais eletrônicos, e pesquisador independente de cinema, principalmente sobre os temas Cinema Marginal Brasileiro e Horror Italiano.


