
O corvo da noite
Escrever poemas ao álcool regados,
Fumaça de cigarros, lumes enevoados,
Estranha antítese, oh! inquieta placidez,
Vem aos poucos embriagar a timidez.
Se inovo em tolo método, “minimalista!”
Por vieses aduncos, talvez, individualista.
Para escrever o que de dentro salta,
Reproduzo feroz sentimento que assalta.
Engole-se forçado o conteúdo regurgitado,
Ideia amorfa, como consciente violado.
A noite lesta e sagaz oblitera a visão,
Quando na solitude, busca-se inspiração.
Marcus Hemerly
marcushemerly@gmail.com
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Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim/ES, em 1989. Formado em Direito, é servidor do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo. Dr.h.c em literatura. Autor das obras solo “Verso e Prosa: Excertos de Acertos”, “Versos e Anversos”, “Alvéolos da Alma”, e coautor em antologias poéticas e de contos. Membro de Academias Literárias, recebeu prêmios e comendas. Pesquisador independente de cinema, precipuamente sobre os temas “Cinema Marginal Brasileiro” e “Horror Italiano”, é colunista de cinema, contribuindo para sites e jornais eletrônicos.


