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Festival Yesu Luso

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Ciclo de leituras dramáticas encerra Festival Yesu Luso no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc

Crédito: Danilo Ferrara
Crédito: Danilo Ferrara

Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, evento chega à quarta edição promovendo um intercâmbio entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal

Depois de apresentar três espetáculos, a 4ª edição do festival  “Yesu Luso – Teatro e Outras Expressões Lusófonas” chega ao fim após cinco leituras dramáticas idealizadas pelo grupo teatral paulista Núcleo Educatho. As atividades são gratuitas e acontecem entre os dias 4 e 5 de junho, às 19h30, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

Desta vez, o público tem acesso a textos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, reforçando a necessidade de aproximação entre as nações falantes de português. Esta edição tem o tema “Oralidade e Expressão Oral”.

Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, o Yesu Luso surgiu em 2015, na forma de um projeto-piloto no Sesc Bom Retiro, e sua última edição aconteceu em 2018, com apresentações sempre lotadas. Desde então, os idealizadores têm lutado para tornar o festival uma programação permanente na cidade. 

O nome do evento é derivado de um dialeto moçambicano, no qual o termo “yesu” significa “nosso”; já a palavra “luso” é usada em referência ao próprio idioma. E o tema da atual edição vem justamente ressaltar essa questão da oralidade que promove uma verdadeira união solidária entre todos os falantes da mesma língua. É o que propõe a Profª Dra. Nilza Laice, da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), natural de Moçambique, no texto-manifesto da edição: “Quando combinadas, a oratória e as artes se tornam um veículo poderoso para transmitir mensagens de solidariedade. Canções, peças teatrais, pinturas e outras formas artísticas possuem a capacidade intrínseca de despertar empatia, provocar reflexões e instigar ação. Elas transcendem as limitações da linguagem verbal, atingindo um nível emocional mais profundo, e oferecem uma plataforma para a expressão coletiva de ideias solidárias e a busca por soluções colaborativas para questões sociais”, explica a pesquisadora sobre o tema do festival. 

As leituras dramáticas 

Núcleo Educatho tem como diretor Juliano Barone, que desenvolveu diversas ações em parceria com Vinícius Piedade, Núcleo Sem Querer e com o Projeto Colibri, além de realizar a gestão de espaços culturais. 

As obras selecionadas pelo grupo discutem questões diversas, como fake news, homofobia, violência de gênero, xenofobia, feminismo, construção de uma nação e a necessidade de as pessoas marginalizadas terem voz.   

Confira abaixo a programação completa:

4 DE JUNHO, ÀS 19H30

Sequeira, Luís Lopes ou O Mulato dos Prodígios, de José Mena Abrantes (Angola) 

Sinopse: O texto da peça de teatro histórica Sequeira, Luís Lopes ou o Mulato dos Prodígios, de José Mena Abrantes, escrita em 1991 e levada à cena em Luanda pelo grupo Elinga-Teatro em 1993, começa por enunciar, logo abaixo das dedicatórias, a seguinte informação:

“A atormentada, trágica e desconcertante trajetória de um mulato filho de escrava que, ao ajudar a destruir, em pleno século 17, os três principais reinos de Angola (Congo/1665, Ndongo/1671 e Matamba/1681), não sabia (?) ainda que preparava já a existência futura de uma Nação” (ABRANTES, 1999, página inicial não numerada).

A Peça (Ou Os Escafandristas), de Vinícius Piedade (Brasil)
Sinopse: Os atores do conceituado grupo “Os Escafandristas” voltam a se reunir depois de um longo hiato para pensar em um novo trabalho teatral, porém o que poderia ser um promissor reencontro acaba de maneira surpreendente.

5 DE JUNHO, ÀS 19H30

Tudojunto Sepa rado, de Lisa Reis (Cabo Verde)
Sinopse: a peça traz três problemáticas: homofobia, violência baseada no gênero e xenofobia. O texto, que se torna uma crítica social a alguns dos valores considerados básicos para a nossa existência, faz com que cada uma das três mulheres represente estes três problemas, cuja tendência primeira é esconder ou marginalizar. 

Uma muçulmana, uma mulher trans e uma adolescente lésbica são as vítimas. Acabam por falar e é o teatro que lhes dá um palco e o direito de falar sobre o que foi a sua vida e como é que se sentiram enquanto vítimas.

Simbiose, de Nilza Laice (Moçambique)
Sinopse: a obra busca desvendar e amplificar as histórias de pessoas marginalizadas, utilizando o método da história oral para colher memórias e experiências que precisam ser ouvidas. A narrativa central gira em torno de uma entrevista com uma mulher da etnia makua, de 53 anos, casada há 35 anos. Através das histórias dessa mulher e da sabedoria transmitida por sua avó, o texto desconstrói a ideia tradicional makua de que o sucesso conjugal depende da mulher possuir “matunas” (lábios vaginais alongados).

6 DE JUNHO, ÀS 19H30

Fake News Naked Fews, de Ricardo Cabaça (Portugal)
Sinopse:
 na trama, três pessoas convocam o público para uma assembleia secreta, onde a fronteira entre a mentira e a verdade é tão frágil que até a própria identidade é colocada em causa. É urgente cortar radicalmente o contacto com o exterior para que as palavras sejam reais. Dois dos detetives problematizam com o público o sentido das palavras, a essência ou a necessidade humana de desvirtuar, esse vício inaudito de procurar outra realidade. O terceiro detetive dialoga musicalmente com a assembleia, ele é uma baleia que espalha na profundidade a frequência exata do disfarce. Os três criam as Naked fews para pôr a nu quem se veste de mentiras.

FICHA TÉCNICA
Direção: Juliano Barone e Vinícius Piedade

Atores: Cris Eifler, Evas Carretero, Marcos Veríssimo, Pedro Casali, Fernanda Mariano e Priscilla Dieminger


SERVIÇO

Leituras dramáticas do Festival Yesu Luso – Teatro e Outras Expressões Lusófonas

Quando: 4 a 6 de junho, das 19h30 às 21h30

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo – Rua Dr. Plínio Barreto, 285, – 4º andar – Bela Vista

Ingressos: Grátis | Distribuição de ingressos 1h antes do início de cada apresentação, sendo até 2 ingressos por pessoa.

Acessibilidade: o teatro e toda a unidade são acessíveis a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.


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Sergio Diniz da Costa
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