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abril 04, 2025
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Reflexões em alto-mar: horizontes em risco

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Nilton da Rocha

‘Reflexões em alto-mar: horizontes em risco’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por IA no Bing. 31 de março de 2025, às 16:51 PM
Imagem criada por IA no Bing. 31 de março de 2025,
às 16:51 PM

Foi navegando em alto-mar, a caminho de Salvador (BA), que esta reflexão me alcançou. O cruzeiro deslizava pelo Atlântico como um gigante tranquilo, cercado por uma imensidão azul que parecia não ter fim. Ali, em meio ao silêncio cortado apenas pelas ondas e pelo vento, tive a clara sensação de que somos pequenos diante da natureza — e, paradoxalmente, capazes de causar estragos imensos.

Vivemos como se fôssemos os donos do mundo. Esquecemos que estamos inseridos em uma teia viva, complexa, onde tudo está conectado. Cada árvore derrubada, cada tonelada de carbono lançada ao ar, cada rio poluído, cada ser extinto… tudo isso é como uma gota caindo em um lago calmo. O impacto se espalha, cresce, afeta o equilíbrio de todo o sistema.

Chamam esta era de Antropoceno — um tempo em que o ser humano passou a ser a principal força de transformação (e destruição) da Terra. E não é por acaso. Na busca desenfreada por crescimento e lucro, ignoramos os limites do planeta. Alteramos o clima, a biodiversidade, a oferta de recursos naturais e, inevitavelmente, a nossa própria qualidade de vida. E o mais impressionante é que, mesmo sendo os únicos seres capazes de perceber e compreender isso, seguimos como se nada estivesse acontecendo.

Mas talvez ainda dê tempo. Talvez, como aquela gota no lago, possamos iniciar uma nova onda — não de destruição, mas de renovação. Precisamos repensar nossos hábitos, nossos modelos de produção e consumo, nossa relação com o planeta e com os outros seres que o habitam.

Não se trata de um sonho distante. É uma necessidade urgente. A natureza não negocia. Ela apenas reage. E a conta que ela cobra não é apenas ambiental — é social, econômica e, sobretudo, humana.
Se somos a causa, podemos — e devemos — ser parte da solução.

Nilton da Rocha

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