Bianca Agnelli
“‘Adolescência’, a série da Netflix que os pais deveriam assistir”
“‘Adolescence’: la serie Netflix che i genitori dovrebbero vedere”

Ter filhos adolescentes em 2025 não deve ser uma tarefa fácil. Eu, mãe 24/7 de uma coelhinha anã vermelha de seis anos, só posso imaginar como deve ser. (Embora, acreditem, um coelho é um filho exigente).
Pais na escuta – ou melhor, na leitura – prestem atenção, fiquem em alerta e, se preciso, liguem o radar: essa série da Netflix é para vocês. Mas também para nós. Para todos.
‘Adolescence‘ )é uma minissérie dramática britânica criada por Jack Thorne e pelo ator Stephen Graham, conhecido por seus papéis em ‘Boardwalk Empire’ e ‘Piratas do Caribe’. A série é dirigida por Philip Barantini, famoso por seu trabalho em ‘Boiling Point’, e foi lançada na Netflix em 13 de março de 2025, obtendo sucesso imediato. Na Inglaterra, alcançou 6,45 milhões de espectadores na primeira semana, superando o recorde anteriormente detido por ‘Fool Me Once’ com Michelle Keegan.
A trama gira em torno de Jamie Miller (interpretado por Owen Cooper), um adolescente de 13 anos acusado de assassinato de uma colega de classe. A série explora as pressões sociais e culturais que levam a tal tragédia, abordando temas como bullying on-line, misoginia e a influência de figuras públicas controversas como Andrew Tate.
O que me impressionou, além da habilidade do diretor Philip Barantini, do incrível plano-sequência nas filmagens e do roteiro intenso, foi o quanto a série é tristemente um reflexo da realidade. Sim, é um thriller. Mas conta o que acontece todo dia em todas as escolas. Nos celulares dos adolescentes. O bullying não é mais o que era antigamente, com empurrões nos corredores e bilhetinhos maldosos. Hoje, ele é silencioso, invisível aos adultos. Vive nos comentários nas fotos do Instagram, nos grupos do WhatsApp, nas mensagens que desaparecem no Snapchat. É ali que circulam fotos íntimas de menores, que se espalham xingamentos e humilhações.
Cerca de 15% dos adolescentes na Itália declararam já ter sido vítimas de bullying ou cyberbullying pelo menos uma vez. Esse dado vem da VI pesquisa de 2022 do Sistema de Vigilância HBSC Itália (Health Behaviour in School-aged Children – Comportamentos ligados à saúde de crianças em idade escolar), na véspera do Dia Nacional contra o Bullying e o Cyberbullying. A pesquisa, coordenada pelo Instituto Superior de Saúde em parceria com as Universidades de Turim, Pádua e Siena, com o apoio do Ministério da Saúde e a colaboração do Ministério da Educação e Mérito, envolve todas as Regiões e Empresas de Saúde Locais, oferecendo um panorama dos problemas adolescentes em um período delicado como o pós-pandemia. Comparando os dados com estudos anteriores, observa-se um aumento significativo do cyberbullying entre 11 e 13 anos, fortemente associado ao uso das redes sociais.
O bullying on-line pode ter consequências devastadoras na saúde mental das vítimas, levando à depressão, ansiedade e até suicídio.
Não é um problema ‘de personalidade’. É um desconforto cultural, social, existencial. Porque a adolescência é um problema existencial. E a história é sempre a mesma: procurar um lugar onde pertencer.
Sentir-se aceito.
Spoiler: sempre haverá alguém que não vai te apreciar. Nós, adultos, sabemos bem disso, mas aos 13 anos?
Quando tínhamos 13 anos, é inútil fingir, tudo isso era importante para nós também.
Para se sentir aceito, adotam-se estratégias. A mais eficaz – e perigosa – é fazer o que todo mundo faz. Ser parte do rebanho. Porque basta um idiota mirando alguém, e o rebanho segue; porque se uma pessoa tola, má ou simplesmente insatisfeita com a própria vida começa a fazer comentários idiotas sobre um colega, os outros começam a imitar esse comportamento. E é assim que começam as tragédias.
Por coisas bobas. E por pessoas que seguem a manada.
O lado obscuro da internet e a masculinidade tóxica
A série gerou debates importantes sobre a representação da masculinidade tóxica e a influência das redes sociais nos jovens. Discussões em escolas e universidades destacaram a atualidade e relevância dos temas tratados. Não tenho dúvidas de que ‘Adolescence’ pode ser usado como ferramenta educativa para sensibilizar sobre esses problemas.
Como mulher, jovem mulher, toda essa situação me causa repulsa. A cultura Incel está se espalhando entre os jovens: on-line. Invisível. Os incels – abreviação de involuntary celibates (celibatários involuntários) – são homens que odeiam as mulheres porque não conseguem ter um relacionamento. Reclamam que 80% das mulheres escolhem apenas 20% dos homens e despejam sua frustração em um ódio visceral. Uma mistura letal de frustração, ignorância e perigo.
E eu sei disso porque, em pequena escala, vivi isso na pele. Alguns anos atrás, postei um vídeo no YouTube, um pequeno sketch irônico sobre minhas experiências no Tinder. Nada de revolucionário. Algo leve. No entanto, um fórum chamado ‘o fórum dos feios’ abriu uma discussão sobre mim. Alguém compartilhou meu vídeo, indignado porque eu dizia que “os meninos mais bonitos não me davam match, obviamente”. Escândalo! E aqui estão os comentários, que, por acaso, um dia encontrei sobre mim:
• “Estúpida feiosa”
• “Provavelmente é rica também”
• “Mas ela quer o dinheiro do Cristiano Ronaldo”
Subtexto: Como essa garota ousa ter padrões?
Eu, uma garota tranquila, com um canal pequeno, caí na mira de um grupo de incels. Não quero nem imaginar o que escrevem sobre garotas mais expostas, mais conhecidas, mais vulneráveis.
Antes de voltar ao assunto principal – porque, admitamos, este artigo está ficando muito pessoal – preciso contar outro episódio surreal. Um certo indivíduo, desses tipos que parecem saídos de um roteiro de série B, tempos atrás comentou minhas fotos e vídeos reclamando do fato de eu não ser uma apoiadora de Matteo Salvini. Para quem não sabe – ou me lê de fora – Salvini é aquele político da Liga Norte, que para mim representa tudo o que é inaceitável no cenário político italiano.
Mas o comentário dele não parou por aí: em um misto de confusão e arrogância, me chamou de “linda – mas de um jeito quase assexuado”, como se, em vez de me ver como mulher, me considerasse uma criatura etérea, uma fada distante e impessoal. Um elogio disfarçado de um insulto sutil, típico de quem talvez projeta seu desconforto e ignorância nos outros.
Este é apenas mais um exemplo de mentalidades ridículas que circulam online.
Pais: quão responsáveis vocês são?
Na série, vemos a dor da família de Jamie. E dói. Não estamos falando de pais abusivos, ruins e cruéis. Estamos falando de pais (interpretados por Stephen Graham e Christine Tremarco) humanos. Pais que não são da pior espécie. Claro, talvez não da ‘melhor’ espécie, mas essa categoria realmente existe? (Sim, ela existe. Só que é muito rara…).
Então, em que medida podemos considerá-los responsáveis pelas ações do filho?
Eu diria: muito. Aí os vejo chorando e me pergunto: realmente eles imaginavam que o filho poderia fazer algo assim? Ou talvez a culpa esteja em outro lugar? Na sociedade? Nos professores desinteressados? Nos amigos seguidores da manada? Nos modelos errados? Nos péssimos ídolos que se espalham online, como Andrew Tate?
E os adultos, então? Porque se um jovem com o córtex frontal ainda não desenvolvido pode ser influenciado por essas figuras ridículas, que desculpa têm os adultos? E até que ponto isso é culpa da misoginia sistêmica, da violência normalizada, do sexismo que permeia todos os aspectos da vida?
Ser pai é participar
Voltando à série. Os pais de Jamie poderiam ter evitado tudo isso? Sim. Quando dizem que ele voltava tarde, que se trancava no quarto com o computador até as duas da manhã, foi aí… Esse foi o momento de agir. Ser pai, e permita-me falar isso como quem tem um coelho, não é só proibir ou repreender: é participar. É preciso participar.
Os adolescentes não são fáceis, eu sei. Mas entendê-los não é impossível. Você não vai entrar em todos os compartimentos – amigos, amores, escola – de imediato. Mas em algo, sim. As paixões. O que seu filho realmente ama? O que o faz feliz? Se você não souber responder, pode realmente se considerar um bom pai?
Eu sei com certeza que minha coelhinha Mimí ama petiscos e passeios pelo jardim. E você? Sabe o que faz o coração do seu filho bater mais rápido? Se a resposta for não, talvez (definitivamente) seja hora de começar a descobrir.
Dicas práticas para pais e educadores (e mais alguns dados):
• Comunicação aberta: Manter um diálogo aberto e constante com seus filhos, criando um ambiente onde eles se sintam livres para expressar suas emoções e preocupações.
• Educação digital: Ensinar os jovens a usar a tecnologia de maneira consciente e segura, explicando os riscos do bullying online e do compartilhamento de conteúdos inadequados.
• Observação atenta: Prestar atenção aos sinais de desconforto, como mudanças de humor, isolamento social, problemas escolares ou alimentares.
• Intervenção imediata: Não subestime o bullying on-line, mas intervenha rapidamente, sinalizando o problema para as autoridades competentes e oferecendo suporte à vítima.
• Promoção da igualdade de gênero: Ensinar os jovens a respeitar as diferenças e a igualdade de gênero, combatendo a disseminação de estereótipos e modelos negativos.
Adicionalmente, segundo a UNICEF, cerca de 37% das crianças e jovens na Itália estão expostos a mensagens de ódio on-line. E o fenômeno, agora, é global… Por favor, não os deixemos sozinhos nessa selva digital!
Porque, convenhamos, criar um adolescente é como viver um thriller psicológico em capítulos: repleto de silêncios inquietantes, olhares indecifráveis e explosões súbitas de fúria. E então, pais, o que fazer? Cortar o Wi-Fi e trancar a porta do quarto? Confiscar o celular e torcer pelo melhor? Não. É hora de entrar no jogo.
Criar um adolescente em 2025 não é uma caminhada no parque, mas também não é bruxaria. É ouvir sem vigiar, estar presente sem sufocar, guiar sem ditar regras. É acender uma luz nesse labirinto emocional onde eles se perdem – antes que sejam as telas de estranhos, com intenções sombrias, a iluminá-lo.
Bianca Agnelli
“‘Adolescence’: la serie Netflix che i genitori dovrebbero vedere”
Avere figli adolescenti nel 2025 non dev’essere una passeggiata. Io, madre 24/7 di una coniglietta nana rossa di sei anni, posso solo immaginarlo. (Anche se, credetemi, un coniglio è un figlio impegnativo).
Genitori in ascolto – pardon, in lettura – drizzate le orecchie, i capelli e, se serve, anche le antenne: questa serie Netflix è per voi. Ma anche per noi. Per tutti
“Adolescence” è una miniserie drammatica britannica creata da Jack Thorne e dall’attore Stephen Graham, noto per i suoi ruoli in “Boardwalk Empire” e “Pirati dei Caraibi”. La serie è diretta da Philip Barantini, celebre per il suo lavoro in “Boiling Point”, ed è stata rilasciata su Netflix il 13 marzo 2025, ottenendo un successo immediato. In Inghilterra, ha raggiunto 6,45 milioni di spettatori nella prima settimana, superando il record precedentemente detenuto da “Fool Me Once” con Michelle Keegan.
La trama ruota attorno a Jamie Miller (interpretato da Owen Cooper), un tredicenne accusato dell’omicidio di una compagna di classe. La serie esplora le pressioni sociali e culturali che portano a tale tragedia, gettando luce su temi come il bullismo online, la misoginia e l’influenza di figure pubbliche controverse come Andrew Tate.
Quello che mi ha colpito, oltre alla bravura del regista Philip Barantini, l’incredibile piano sequenza, e la sceneggiatura intensa, è quanto la serie sia tristemente specchio della realtà. Sì, è un thriller. Ma racconta ciò che accade ogni giorno in tutte le scuole. Nei telefoni degli adolescenti. Il bullismo non è più quello di una volta, fatto di spinte nei corridoi e bigliettini cattivi. Oggi è silenzioso, invisibile agli adulti. Vive nei commenti sotto le foto di Instagram, nei gruppi WhatsApp, nei messaggi che scompaiono su Snapchat. È lì che girano foto intime di minorenni, che si diffondono insulti, umiliazioni.
Circa il 15% degli adolescenti in Italia ha dichiarato di essere stato vittima almeno una volta di bullismo o cyberbullismo. Questo dato emerge dalla VI rilevazione 2022 del Sistema di Sorveglianza HBSC Italia (Health Behaviour in School-aged Children – Comportamenti collegati alla salute dei ragazzi in età scolare), alla vigilia della Giornata nazionale contro il bullismo e il cyberbullismo. La ricerca, coordinata dall’Istituto Superiore di Sanità insieme alle Università di Torino, Padova e Siena, con il supporto del Ministero della Salute e la collaborazione del Ministero dell’Istruzione e del Merito, coinvolge tutte le Regioni e le Aziende Sanitarie Locali, offrendo uno spaccato delle problematiche adolescenziali in un periodo delicato come quello post-pandemico. Confrontando i dati con gli studi precedenti, notiamo che si è registrato un aumento significativo del cyberbullismo tra gli 11 e i 13, fortemente associato all’uso dei social network.
Il bullismo online può avere conseguenze devastanti sulla salute mentale delle vittime, portando a depressione, ansia e persino al suicidio.
Non è un problema “caratteriale”. È un disagio culturale, sociale, esistenziale. Perché l’adolescenza è un problema esistenziale. E la storia è sempre la stessa: cercare un’appartenenza.
Sentirsi accettati.
Spoiler: ci sarà sempre qualcuno che non ti apprezza. Da adulti lo sappiamo bene, ma a 13 anni?
Quando avevamo 13 anni, è inutile fingerlo, tutto ciò era importante anche per noi.
Per sentirsi accettati, si adottano strategie. La più efficace – e più pericolosa – è fare quello che fanno tutti. Essere parte del branco. Perché basta un idiota che prenda di mira qualcuno, e il branco seguirà; perché se una persona sciocca, cattiva o semplicemente insoddisfatta della propria vita, comincia a fare dei commenti stupidi su un ragazzino, gli altri compagni di classe inizieranno ad emulare il suo comportamento. Ed è così che iniziano le stragi.
Per cose idiote. E per i pecoroni.
Il lato oscuro di internet e la mascolinità tossica
La serie ha suscitato dibattiti importanti sulla rappresentazione della mascolinità tossica e sull’influenza dei social media sui giovani. Discussioni in scuole e università hanno evidenziato l’attualità e la rilevanza dei temi trattati. Non ho dubbi che “Adolescence” possa essere utilizzato come strumento educativo per sensibilizzare su questi problemi.
Da donna, da giovane donna, l’intera faccenda mi inorridisce. La cultura Incel si sta diffondendo tra i giovanissimi: online. Invisibile. Gli incel – abbreviazione di involuntary celibate – sono uomini che odiano le donne perché non riescono ad avere una relazione. Si lamentano che l’80% delle donne scelga solo il 20% degli uomini, e riversano la loro frustrazione in un odio viscerale. Un mix letale di frustrazione, ignoranza e pericolosità.
E lo so perché, in piccolo, l’ho vissuto sulla mia pelle. Qualche anno fa ho pubblicato un video su YouTube, un piccolo sketch ironico sulle mie esperienze su Tinder. Niente di rivoluzionario. Una cosa leggera. Eppure, un forum chiamato “il forum dei brutti” ha aperto una discussione su di me. Qualcuno aveva condiviso il mio video, indignato perché dicevo che “i ragazzi più belli non mi matchavano, ovviamente”. Scandalo! E questi i commenti, che per caso, un giorno mi sono ritrovata a leggere su me stessa:
• “Stupida cessa”
• “Probabilmente è pure ricca”
• “Ma vuole i soldi che ha Cristiano Ronaldo”
Sottotesto: Come si permette questa qui di avere standard?
Io, ragazza tranquillissima, con un canale piccolissimo, finita nel mirino di un branco di incel. Non voglio nemmeno immaginare cosa scrivano su ragazze più esposte, più conosciute, più vulnerabili.
Prima di tornare al discorso principale – perché, ammettiamolo, questo articolo sta diventando troppo personale – devo raccontarvi un altro episodio davvero surreale. Un certo individuo, dei tipi che sembrano usciti da una sceneggiatura di serie B, qualche tempo fa ha commentato le mie foto e i miei video lamentandosi del fatto che non fossi una sostenitrice di Matteo Salvini. Per chi non lo sapesse – o mi legge dall’estero – Salvini è quel politico della Lega nord, il quale per me rappresenta tutto ciò che è inaccettabile nel panorama politico italiano.
Ma il suo commento non si è fermato a questo: in un misto di confusione e prepotenza, mi ha anche definito “bellissima – ma in modo quasi asessuato”, come se, anziché vedermi come una donna, mi considerasse una sorta di creatura eterea, una fata distante e impersonale. Un complimento intriso di un insulto sottile, tipico di chi, forse, proietta il proprio disagio e la propria ignoranza sugli altri.
Questo è solo un altro esempio di quelle mentalità ridicole che si aggirano online.
Genitori: quanto siete responsabili?
Nella serie vediamo il dolore della famiglia di Jamie. E fa male. Non stiamo parlando di genitori abusivi, stronzi e cattivi.
Stiamo parlando di genitori (interpretati da Stephan Graham e Christine Tremarco) umani. Di genitori non della peggior specie. Certo, forse nemmeno della “miglior” specie, ma esiste davvero questa fatidica categoria? (Sì, esiste. È solo molto rara, ecco..)
Dunque, in quanta percentuale possiamo considerarli responsabili per le azioni del figlio?
Mi verrebbe da dire: molto. Poi li guardo piangere e mi chiedo: davvero avrebbero mai immaginato che il loro bambino potesse fare qualcosa di simile? O forse la colpa è altrove? Nella società? Negli insegnanti disinteressati? Negli amici pecoroni? Nei modelli sbagliati? Nei pessimi idoli che si diffondono online, come Andrew Tate?
E gli adulti, allora? Perché se un ragazzino con la corteccia frontale non ancora sviluppata può essere influenzato da questi personaggi ridicoli, che scusa hanno gli adulti? E quanto è colpa della misoginia sistemica, della violenza normalizzata, del sessismo che permea ogni aspetto della vita?
Fare i genitori significa partecipare
Torniamo alla serie. I genitori di Jamie avrebbero potuto evitare tutto questo? Sì. Quando dicono che tornava tardi, che si chiudeva in camera con il computer fino alle due di notte, ecco… Quello era il momento di intervenire. Essere genitori, e fatevelo dire da una che ha un coniglio, non significa soltanto vietare o rimproverare: ma partecipare. Bisogna partecipare.
Gli adolescenti non sono facili, lo so. Ma capirli non è impossibile. Non riuscirai ad entrare subito in tutti gli scompartimenti – amici, amori, scuola. Ma in qualcosa sì. Le passioni. Cosa ama davvero tuo figlio? Cosa lo rende felice? Se non sai rispondere, puoi davvero considerarti un genitore all’altezza?
Io so con certezza che la mia coniglietta Mimì ama gli snack e le passeggiate in giardino. E tu? Sai cosa fa battere il cuore a tuo figlio? Se la risposta è no, forse (decisamente) è il caso di iniziare a scoprirlo.
Consigli pratici per genitori ed educatori (e qualche dato in più):
Comunicazione aperta: Mantenere un dialogo aperto e costante con i propri figli, creando un ambiente in cui si sentano liberi di esprimere le proprie emozioni e preoccupazioni.
Educazione digitale: Insegnare ai ragazzi un uso consapevole e sicuro della tecnologia, spiegando i rischi del bullismo online e della condivisione di contenuti inappropriati.
Osservazione attenta: Prestare attenzione ai segnali di disagio, come cambiamenti di umore, isolamento sociale, problemi scolastici o alimentari.
Intervento tempestivo: Non sottovalutare il bullismo online, ma intervenire tempestivamente segnalando il problema alle autorità competenti e offrendo supporto alla vittima.
Promozione della parità di genere: Educare i ragazzi al rispetto delle differenze e alla parità di genere, contrastando la diffusione di stereotipi e modelli negativi.
Aggiungo, secondo l’unicef, in Italia circa il 37% dei bambini e giovani sono esposti a messaggi di odio online. Eppure ormai il fenomeno è globale… per favore, non lasciamoli soli in questa giungla digitale!
Perché, diciamocelo, crescere un adolescente è un po’ come un thriller psicologico a puntate: pieno di silenzi inquietanti, sguardi enigmatici e improvvisi scatti d’ira. E allora, genitori, che si fa? Si chiude il Wi-Fi e si blinda la porta della cameretta? Si sequestra il telefono e si spera nel meglio? No. Si entra in gioco.
Crescere un adolescente nel 2025 non è una passeggiata, ma nemmeno un atto di stregoneria. È ascoltare senza spiare, essere presenti senza soffocare, insegnare senza predicare. È accendere una luce in quel labirinto emotivo in cui i ragazzi si perdono, prima che a illuminarlo siano gli schermi di sconosciuti con pessime intenzioni.
Bianca Agnelli
- ‘Adolescência’ - 1 de abril de 2025
- Arquitetura da dor: ‘O Brutalista’, de Brady Corbet - 17 de março de 2025
- Nosferatu de Eggers - 3 de fevereiro de 2025

Natural de Siena (Itália) é uma atriz e cineasta com uma paixão pelo cinema e histórias não convencionais. Depois de estudar filmagem e atuação cinematográfica em Florença, seguiu seu amor pelo design e criatividade, até gerenciar um bed & breakfast literário nas colinas do Chianti. Um refúgio onde escritura, arte e vida se encontram, com uma estética que mistura nostalgia e modernidade. Escreve para quem gosta de descobrir pequenas maravilhas nas dobras do cotidiano.
Bianca, seus artigos, como sempre, importantíssimos para os leitores do ROL!
Bianca seu artigo é estupendo, abrindo olhos e direcionando atenções à graves situações!
Gratidão