Quando empatia e coragem decidem mudar um mundo

Há livros que chegam até nós como leitura.
Outros chegam como encontro.
O sonho louco dos sensatos pertence, sem dúvida, ao segundo grupo.
Uma obra que fala de empatia, resiliência, amadurecimento e descobertas, daquelas que não acontecem de repente, mas se constroem no caminhar.
Fernanda Sanson Durand, paulista de Santa Cruz do Rio Pardo, hoje radicada em Santos, tem 49 anos, é advogada e servidora pública da Advocacia-Geral da União.

Casada, mãe, corinthiana assumida, “maloqueira e sofredora, graças a Deus”, como ela mesma brinca, encontra na escrita de ficção um espaço de reflexão profunda, com forte viés psicológico e filosófico, alimentado também por seus estudos de filosofia clássica, cultivados como hobby.
A semente da história nasceu de um pensamento aparentemente simples, mas poderoso: se existem tantas crianças sem pais, por que a adoção não poderia ser sustentada por uma rede de apoio verdadeira?
Amigos que ajudam financeiramente, que dividem tarefas, que estendem a mão no cotidiano, desde o cuidado emocional até gestos práticos, como passar uma roupa ou segurar a barra quando o cansaço chega.
Mas essa ideia exige algo essencial: confiança.
A certeza de que essas pessoas não abandonarão o barco no meio da travessia.
É a partir desse ponto que O sonho louco dos sensatos se constrói.
O livro fala de sonhadores e, como todo sonhador que quer mudar o mundo, seus personagens decidem começar mudando ao menos um mundo possível.
Ao longo desse processo difícil, delicado e profundamente humano, as dores, memórias e histórias pessoais vão emergindo aos poucos, “como nhoques subindo na panela de água fervente”: inevitáveis, reveladoras, transformadoras.
A narrativa avança mostrando que amadurecer não é chegar a um destino final, mas aceitar os caminhos, os tropeços e as escolhas feitas em conjunto.
É uma história que acolhe, provoca reflexão e convida o leitor a repensar vínculos, responsabilidades e afetos.
A obra ganha ainda uma camada especial de emoção fora das páginas, quando fui convidada por Fernanda, minha primeira seguidora conhecida pessoalmente, para escrever a apresentação do livro, antes mesmo do prefácio.
Um gesto simbólico e potente, que transformou o lançamento em um momento de profunda gratidão e reconhecimento.
Apresentar uma história tão forte, escrita por alguém que acreditou em mim desde o início, tornou a experiência ainda mais marcante.
O sonho louco dos sensatos é, acima de tudo, um livro sobre pessoas comuns fazendo escolhas extraordinárias.
Um convite delicado, e corajoso, para acreditar que empatia, quando compartilhada, pode sustentar até os sonhos mais ousados.
REDE SOCIAL DA AUTORA
O SONHO LOUCO DOS SENSATOS
SINOPSE
Cinco jovens. Um professor. Um encontro que mudará tudo.
No coração de uma universidade, um grupo improvável se reúne para falar sobre a vida, a humanidade e os dilemas que raramente cabem nas salas de aula.
Entre debates sobre filosofia, ciência e valores atemporais, eles descobrem que o maior desafio não está nas respostas, mas nas perguntas que ousam fazer.
Antonia, Clara, Roberto, Yago e Luigi não sabiam que se tornariam os Sensatos e que, juntos, seriam confrontados com histórias reais capazes de abalar certezas, despertar empatia e transformar a maneira como enxergam a si mesmos e ao mundo.
Com diálogos instigantes, situações comoventes e personagens que poderiam estar na sua vida, O Sonho Louco dos Sensatos é um romance que mistura drama, humor e reflexão, convidando o leitor a desacelerar, olhar para dentro e redescobrir o poder de ser humano.
E você?
O que faria se tivesse nas mãos a chance de mudar, ou salvar, o mundo de alguém?
Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube
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Lílian Oliveira Henriques, mais conhecida no meio lítero-cultural como Lee Oliveira, é Tecnóloga em Processos Gerenciais, artesã, poetisa e bookstagram, forma de consumo do objeto livro a partir da comunidade literária da rede social Instagram. Proprietária do Instagram @o.que.li, onde escreve resenhas de livros de autores nacionais e/ou independentes, dando luz a essas obras tão importantes para Literatura Brasileira e que, às vezes, não são valorizadas. Acadêmica da FEBACLA, onde ocupa a cadeira 242, tendo por patrona Elizabeth II, entidade pela qual foi
agraciada com as seguintes medalhas: – Medalha de Mérito Acadêmico
– Medalha Mérito Mulher Virtuosa – Medalha alusiva a 10 anos da FEBACLA – Acadêmica Internacional – Medalha Tributo a Chiquinha Gonzaga
– Destaque Cultural Febacliano 2022 – Comenda Sete Maravilhas do Mundo Moderno. É coautora das antologias ‘Um brinde de Natal’ e ‘Rimas, Versos e Bardos’.

