fevereiro 06, 2026
Água de bosta
O voo do poeta e os telúricos
Da Terra de Camões para o ROL, Laura Moura Nunes!
Entre lençóis, calçadas e carnavais
Volta às aulas!? Alegria ou desespero?
Entre asas, silêncios e o fôlego de vida
O seguimento da mestra
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O voo do poeta e os telúricos

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Ella Dominici: ‘O voo do poeta e os telúricos’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing - 06 de fevereiro de 2026, 
às 14:49 PM - https://sl.bing.net/7xVpRp1Um4
Imagem criada por IA do Bing – 06 de fevereiro de 2026,
às 14:49 PMhttps://sl.bing.net/7xVpRp1Um4

O homem de espírito voa como quem pensa: não para fugir, mas para sustentar a contemplação. Nas alturas, a dúvida não é falha — é método. Ali, o pensamento se torna tempestade e constelação, e cada ideia parece um lance lançado ao invisível.

Quando desce, encontra os telúricos. Eles vivem no imediato como se fosse verdade absoluta. Diante do poema, fazem do incompreensível um escândalo e do silêncio uma acusação. O caos nasce menos do texto do que do medo: o medo de que exista algo que não se possa reduzir, medir ou pisar.

O homem de espírito é humilhado não por suas fraquezas, mas por suas asas. E o golpe mais cruel não atinge o corpo: atinge o sentido. Até que, por fim, a cena se desfaz. Já não há ave, nem plateia, nem vaia. Resta apenas o lugar — o branco — onde o voo não precisa ser aceito para existir. Ali, o poema permanece: inteiro no indizível.


Ella Dominici

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Rute Ella Dominici
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5 thoughts on “O voo do poeta e os telúricos

  1. Ella, em poucas linhas, você descreveu e delimitou o telúrico (adoro esta palavra!) e o transcendente, representado pelo voo nas alturas, de onde o poeta enxerga um horizonte que os olhos telúricos sequer vislumbram. E é lá, nas alturas, onde o poema, a poesia, como expressão do belo, mantém seus versos intangíveis para os que, daqui de baixo, se alimentam das ilusões!

    1. O momento da leitura do seu comentário é intangível tal voo do poeta .Sempre agradecida por sua lucidez e sensibilidade,
      Gratitude com carinho, Sérgio Diniz, nosso Editor mor.

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