Díptico poético da alma ferida
Onde a certeza endurece a terra, nada consente em nascer. Ali a justiça caminha sem hesitar, com os olhos fechados à voz humana. A verdade não ama o solo…
Onde a certeza endurece a terra, nada consente em nascer. Ali a justiça caminha sem hesitar, com os olhos fechados à voz humana. A verdade não ama o solo…
antes de encontrar-te em sonhos para assim atingir minha utopia lavei-me toda todo tudo em lavanda mãos impregnadas pela essência teceram um jardim na pele…
O rio não é cenário. Ele fala — não em voz, mas em sinais.
Seu fluxo, ora manso, ora urgente, traduz humores invisíveis, e quem permanece à sua beira aprende…
pergunta-me onde me achava morrendo como um navio incendiado em alto mar
deixando tombar o ouro que se fundia em pleno amar lava incandescente…
Sou aquele que inventa sede pra beber palavra. Não tenho nome, tenho sina:
sou o riso que ficou preso no galope do vento, sou aquele que inventa sede pra…
Mulheres de São Paulo. Elas são fogo que anda nas ruas, com passos que o caos insinua. Têm lava nas veias, vertente acesa, derretem o medo com delicadeza.
Há poetas, e há vulcões. Um difere do outro pelo fogo que habita as entranhas, acendendo chamas nas palavras até queimar as próprias mãos. Os olhos piscam…