Marli Freitas: Poema ‘Mar de sentir’


Há um quê de divino no ar.
Das entranhas surgem murmúrios
Que sublimam o estado de amar.
Espíritos libertos; sentidos sóbrios.
Do acarinhar das asas, o amanhecer
Emerge em profundo estado de paz.
Tudo está perfeito para enaltecer
O desígnio que só um anjo é capaz.
Quisera o céu lançar luz ao caminho;
Com um requinte de estar passarinho,
Que sabe bem acarinhar baixinho.
Insignes são os gestos de ternura!
Perpétuo querer que mantém a lisura!
É do mar de sentir que provém a cura!
Marli Freitas
- Mar de sentir - 24 de fevereiro de 2026
- Dócil Murucututu - 18 de fevereiro de 2026
- Beijo beija-flor - 10 de fevereiro de 2026
Natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta. Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos. A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros. É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus. Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei. Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal

