junho 03, 2026
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Da Síria ao Jornal Cultural ROL, Reema Hamza!

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Reema Ramza traz ao ROL a literatura da Síria, o Coração do Oriente Médio, considerada um dos grandes berços da civilização e parte vital do Crescente Fértil, berço das primeiras civilizações da Antiguidade!

Reema Hamza

Reema Hamza, natural de As-Suwayda, Síria, é escritora e poetisa.

Formada pelo Instituto Superior de Música (Violino); Editora-Chefe da World of Culture (Mundo da Cultura); editora do Daily Global Nation (Nação Global Diária) e membro do Conselho Consultivo Internacional da Academia de Versala, Grécia.

Trabalhou com edição literária e administração em diversas plataformas culturais.

Suas obras foram traduzidas para vários idiomas.

Participações literárias:

Encyclopedia Oasis of Creativity (Enciclopédia Oásis da Criatividade – Partes I e II) e de The First Drop of Rain (A primeira gota de chuva); Encyclopedia Breath of the World (Enciclopédia Sopro do Mundo); Cartas de Mulheres Árabes (Palestina); Volume IV de Mandib (Índia); O Capítulo Não Escrito (Parte III); Antologia Internacional de Poetas do Amor e da Paz e Tema de estudos críticos na Metodologia de Investigação Cultural Dialética.

Publicou The Thread That Became a String, pela Editora e Casa de Estudos Umm Al-Dunya, no Egito e Poems That Chase Me, pela Barcelona Literary House for Studies and Publishing,  que inclui seus poemas traduzidos para cinco idiomas, havendo, ainda, um terceiro livro em fase de impressão que contém estudos críticos sobre sua experiência criativa.

Reema inicia sua jornada literária no ROL com o poema The café turns grey when she leaves (O café fica cinza quando ela sai), um lamento ao luto, à perda e à resiliência silenciosa.

The café turns grey when she leaves

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Imagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/de6ff52de03592fc?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Whenever s he looked at her tower,
her fingers filled with regret.
When she asked the fortune-teller,
she said:
The light in your poems is a grave error.
Your eyes—
a plundered distance
since the kohl of absence traced them.
Her shadow—
a wall the wars forgot standing.
Whenever she brandished water against it,
she saw her face
resembling a sentence
that stopped in the middle of the fire.
In the café,
the far corner draws her.
The world is an idea that never tempted her,
and her silence—
a window that does not close.
Her jilbab—faint tales
seeping from an old mirror.
She ordered her coffee
with the calm of a stranger.
The poem grew old in the first sip,
and the aroma stumbled
on a margin
bound by emptiness and passed by rain.
The café’s song
searches for a beginning in her features.
The waiter passed and asked her quietly,
“Madam, this is your rose… you left it on the table.”
She arranged her shawl and answered without looking:
“Roses are read once,
and after that…
Merely a repetition of the image of withering.”
The waiter rose, confused,
took the rose like one absorbing a secret
he does not know what to do with.
She remained for a moment,
then left behind trembling cups
and a chair that grew more alone.
Since that moment,
the café began to turn grey—how could it not,
when the corner she sat in
is always reserved,
without anyone coming?


Reema Hamza

O café fica cinza quando ela sai

Sempre que olhava para sua torre,
seus dedos se enchiam de arrependimento.

Quando perguntou à cartomante,
ela disse:
A luz em seus poemas é um grave erro.

Seus olhos —
uma distância saqueada
desde que o kohl da ausência os traçou.

Sua sombra —
uma parede que as guerras esqueceram de existir.

Sempre que brandia água contra ela,
via seu rosto
semelhante a uma frase
que parou no meio do fogo.

No café,
o canto mais distante a atrai.

O mundo é uma ideia que nunca a tentou,
e seu silêncio —
uma janela que não se fecha.

Seu jilbab— tênues contos
vazando de um espelho antigo.

Ela pediu seu café
com a calma de uma estranha.

O poema envelheceu no primeiro gole,
e o aroma tropeçou
numa margem
limitada pelo vazio e levada pela chuva. A canção do café
busca um começo em suas feições.

O garçom passou e perguntou-lhe em voz baixa:
“Senhora, esta é a sua rosa… a senhora a deixou sobre a mesa.”

Ela ajeitou o xale e respondeu sem olhar:
“Rosas são lidas uma vez,
e depois disso…
mera repetição da imagem do murchar.”

O garçom levantou-se, confuso,
pegou a rosa como quem absorve um segredo
com o qual não sabe o que fazer.

Ela permaneceu por um instante,
depois deixou para trás xícaras trêmulas
e uma cadeira que se tornava cada vez mais solitária.

A partir daquele momento,
o café começou a ficar cinzento — como poderia ser diferente,
se o canto onde ela se sentava
está sempre reservado,
sem ninguém aparecer?


Reema Hamza

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Sergio Diniz da Costa
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