Marcus Hemerly: Poema ‘Traços Mnêmicos’


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Nos alvéolos alquímicos de meus pulmões,
Inspirava névoa invisível, fria ou incandescente,
Digladiava-se inata ao despertar pubescente,
Que assoma em “porquês” e contradições.
As lembranças registram a passagem da trilha,
Aferrolhadas a meus segredos intracromossomiais,
Trespassam a una história em veias abissais,
De rubro sangue que na Rosa dos Ventos estribilha.
Queria me lembrar de tudo, um pouco, em tom fiel,
Mas embotam a mente saudades e frustração,
De como seria se ao pretérito, ferrenho, tivesse dito não.
Irrompe percepção do vivido engodo em lúcido revel,
Caminhando a estrada do Eros em passiva imprudência,
Criando, nostálgico e parcial, minha ideada reminiscência…
Marcus Hemerly
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Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Formado em Direito, é servidor público do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo. Autor da obra solo Verso e Prosa: Excertos de Acertos e Versos e Anversos, e coautor em antologias poéticas e de contos, versando sobre terror, ficção policial e fantasia. Atua como membro de academias literárias, tendo recebido o título de Doutor honoris causa em Literatura, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, e em projetos culturais. É colunista de cinema, contribuindo para saites e jornais eletrônicos, e pesquisador independente de cinema, principalmente sobre os temas Cinema Marginal Brasileiro e Horror Italiano.

