Uma tocante prece de Marli F. Freitas em versos que clama pelo despertar da consciência humana e pela preservação da vida

Ó, mãe de todas as mães
(Natureza bendita e santa),
Clame aos ouvidos surdos
Que ferem sem piedade, que
Façam jus às leis da integridade!
Ó, estrela majestosa
(Que ilumina e aquece).
Clame aos olhos cegos
Que abraçam a escuridão,
Que se abram à luz da gratidão!
Ó, movimento que semeia
(Sabiamente em cada estação),
Clame às mãos que agridem
E provocam o medo, que
Recobrem a memória da missão!
Ó, beleza mensageira
(Que flui imanente regando o tempo),
Clame ao exalar inconsequente
De ações contrárias, que faça
Inquestionável a preservação da vida!
Ó, prazer inigualável
(Que abençoa o fruto),
Clame à proliferação do egoísmo
Que acumula sem piedade, que
Faça justiça ao olhar necessitado!
Ó, bendita intuição
(Que consola os aflitos),
Clame à falta de atenção
Que negligencia a dor, que
Faça ser ouvida a voz do coração!
Marli F Freitas
- Mãe de todas as mães - 1 de setembro de 2026
- Choram as minhas utopias - 25 de agosto de 2026
- Diário de poeta - 18 de agosto de 2026
Natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta. Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos. A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros. É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus. Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei. Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal



Marli, este poema é uma Ode à Mãe Natureza, esta contrapondo-se às ao egoísmo, à agressão e, sobretudo, à cegueira dos homens. O poema clama pela conscientização humana e, nesse sentido, é um importantíssimo manifesto pela empatia, como instrumento necessário e urgentíssimo à mitigação do sofrimento alheio.