setembro 13, 2026
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Choram as minhas utopias

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Marli F. Freitas reflete sobre a sensibilidade e o direito de esperançar em seu novo poema.



Marli Freitas
Marli Freitas

Chora o meu mundo passarinho,
Pois apesar do vento e da fé
Em suas asas, ele teima em
Manter suave o pouso de ficar.

Choram as rosas debaixo da
Janela, pois me lembram o quão
Belos foram todos os dias em que
Vigorou a insistência de acreditar.

Choram todos os ocasos, onde
Dormem lembranças de tempos
Idos e, no baile das ondas, ia
A inocência e vinha a felicidade.

Choram, sem arrependimento,
As minhas utopias, pois mantêm
Intacta a minha sede de nunca
Perder o desejo de esperançar.

Chora o meu silêncio, enfim,
Pois no céu do meu olhar moram
Todas as chegadas e partidas
E a beleza do laço de amar.

Marli F. Freitas

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Marli Firmina Freitas
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