Meio caminho andado
A barriga borbulhava, enquanto os dentes, a língua e o céu da boca dançavam, ao som do vento que entrava e saia no suspiro leve e intenso. Ah! Consegui!
A barriga borbulhava, enquanto os dentes, a língua e o céu da boca dançavam, ao som do vento que entrava e saia no suspiro leve e intenso. Ah! Consegui!
Loide Afonso: Poema ‘Cabeça e terra’ No princípioSão migalhasTrechosPalavras soltas Que flutuamGiramNas ondasTambém Vibram Os lábios trememQuando as palavras gritamE as cordas vocais As cordas, são longas. Depois de horasAs grades abriramAs correntes caíramE finalmenteFinalmenteO pensamentoSaiu e a terra aplaudiu. Bingo, o
Tens sorte de ter e viver a vida que tens. Há uns que nem viver, nem sofrer, só sucumbiram, correram. Outros desaceleraram, foi-se sua dignidade, venderam…
Chuvas. Nuvens negras, ventos fortes. Pra que servem afinal? Dor, prantos, choros, mortos se desfazem na calçada. Mesmo com com a correria invadem…
A aula começa, a sala esquenta, vozes se escutam no fundo: murmúrios, cochichos, olhares apreensivos, o folhear das páginas, teclas se tocando com os dedos…
Na descida, a cadeira ia mais rápido, descia. Ela nem precisava, mas empurrava, pra frente, às vezes pro lado gingava, enquanto uma história se desenrolava…
Por um minuto sumi, derreti, não estive aí. Corri, fluí em pensamentos, meu corpo
Não estava aí. Eu sorria sozinha, mordia os lábios, me contorcia, e cada vez…