“Quem dera pudéssemos apreciar nossas vidas passadas, corrigir as falhas, desviar dos obstáculos, ou, pelo menos, saber qual decisão seria melhor.”
Será que um dia voltaremos ao nosso lugar de origem? E onde será esse tão sonhado e esperado lugar?
Qual será a nossa verdadeira origem? Será que poderemos nos lembrar de tantas vidas vividas e perdidas?
Levaremos conosco o verdadeiro amor? Sentiremos saudades?
Quantas perguntas! Tão poucas respostas!
As lembranças guardadas, as experiências vividas, os amores correspondidos, para tudo haverá uma explicação!
À distância de uma vida apenas; o véu do esquecimento, aquele que nos aprisiona nos erros constantes e repetitivos.
Sempre aquele vazio, sem explicação, uma saudade sem motivo aparente, o que será? Poderemos algum dia descobrir os motivos para tantas tristezas?
Os sonhos indecifráveis, línguas desconhecidas, lembranças confusas, tudo sob o véu do esquecimento, não estamos preparados para entender ainda.
Quem dera pudéssemos apreciar nossas vidas passadas, corrigir as falhas, desviar dos obstáculos, ou, pelo menos, saber qual decisão seria melhor.
Não há como descobrir nesta dimensão, os deveres abandonados e retomados por força das negligências passadas. Que maldição é essa, diante da qual os seres humanos são submetidos?
Qual será o ônus dos caminhos tortuosos, dos amores perdidos, dos sonhos esquecidos? Talvez a dor sentida da solidão abstrata, da solidão na multidão!
Quais serão os caminhos que nos levam aos sonhos da infância?Ah! Quanta saudade!
Que tolice! Que grande besteira! Passar uma vida inteira, pensando que tudo poderia ser como em um conto de fadas! Quanto tempo perdido!
Os sonhos sonhados ficam apenas no coração, vivê-los, sempre será sozinho, nada fará com que pensem e sonhem como você.
Lá, em algum lugar do passado, poderemos, quem sabe, encontrar as verdadeiras explicações.
Nada há de ser perdido, acreditemos que tudo será aproveitado, quem sabe?
Um dia voltaremos, um dia recomeçaremos um novo amanhecer, uma nova roupagem, uma nova personalidade, quem sabe?
Sempre haverá um recomeço, talvez, consigamos as devidas correções. Talvez, mais amadurecidos, menos doloridos e menos sensíveis, quem sabe?
Lá, em algum lugar do passado, poderão existir as respostas, com as escolhas certas.
Aqui, deste lado do véu, nada faz sentido, apenas o viver por viver, um dia após o outro, automaticamente.
Lá, em algum lugar do passado, um dia voltaremos!
Quelque part dans le passé, les rêves ont rêvé, les erreurs ont été corrigées, les amours perdues! (Em algum lugar do passado, os sonhos sonhados, os erros corrigidos, os amores perdidos!)
Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

