
Greta Garbo, quem diria, no Hotel São Paulo, em Sorocaba
Não, não estou delirando. Apenas neste dia de finados resolvi lembrar uma história que poucos sabem. No inicio dos anos 70, dois amigos, dois já conceituados agentes culturais. Carlos Roberto Mantovani e Moises Miastkwosky. Mantovani ainda não tinha estreado como diretor, o que aconteceria em 1976. Um dia Moises surge com a grande novidade. Sabem quem eu vi? Quem? Quem? E aqui em Sorocaba!!! Adriana Prieto. Não é possível. Aqui? Tem certeza? Resolveram investigar. Sobretudo os hotéis do centro. Aquela época, hotéis bastante respeitáveis e familiares. Outros tempos. Por fim, descobriram. Era ela mesma. Em carne e osso. E hospedada no Hotel São Paulo. Hoje não tem mais esse nome. Mas continua no mesmo local na Rua Souza Pereira.
Pra quem não conheceu Adriana, que afinal se foi cedo demais aos 24 anos, era uma atriz nascida em Buenos Aires, mas naturalizada brasileira. Seu irmão Carlos Prieto, também ator, maquiador e figurinista, projetou para ela todo um estilo próprio. Muito de Marlene Dietrich diga-se de passagem. Ele a construiu. Escolhia suas roupas, maquiagem, gestos, posturas, olhares. Tudo que uma diva precisava. Mas ela, com seu ar misterioso, um quê de impenetrável e uma certa tristeza desafiadora se aproximava mais de outra diva europeia – Greta Garbo.
Mas que faz Adriana aqui? Eles a procuraram. Ficaram amigos. Tomaram cerveja no barzinho próximo ao hotel e ela contou que estava filmando em um sitio próximo a Araçoiaba. O filme O Anjo Mau. Adriana/Greta ficou poucos dias e se foi tão misteriosamente como veio. Sua estadia aqui não se tornou pública. Não saiu na imprensa. E poucos, ou quase ninguém soube disso. Adriana nos deixaria definitivamente no Natal de 1974, em um acidente de carro.
Numa abreviada carreira foram dezoito filmes, uma novela e três peças de teatro. Tinha acabado de rodar O Casamento do Arnaldo Jabor, baseado na obra de Nelson Rodrigues.
Adriana, Greta, Marlene hoje distribuem mistério em outras esferas. Mas uma delas passou por aqui.
Mario Persico
mariopersico@ciaclassicaderepertorio.com.br
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

