
O palhaço
Sempre sonhou desde menino,
Ser palhaço, pois tinha tino,
De fazer rir, esconder a dor,
Por um momento, ilidir o temor.
Consagrada arte de fazer graça,
Debaixo da lona, em meio à praça,
Riso solto irrompe do palhaço afável,
Que incendeia o público respeitável.
Profissão por destino desde petiz,
Da sua vocação, eterno aprendiz,
No circo a alegria nunca se encerra,
Naquele maior espetáculo da terra.
Contudo, eles não se dão conta,
Do sofrimento de tamanha monta,
Que permeia a alma do Arlequim,
Lágrima verte, trajando roupa de cetim.
Marcus Hemerly
marcushemerly@hotmail.com
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Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES). Formado em Direito, é servidor público do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo. Autor da obra solo Verso e Prosa: Excertos de Acertos e Versos e Anversos, e coautor em antologias poéticas e de contos, versando sobre terror, ficção policial e fantasia. Atua como membro de academias literárias, tendo recebido o título de Doutor honoris causa em Literatura, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, e em projetos culturais. É colunista de cinema, contribuindo para saites e jornais eletrônicos, e pesquisador independente de cinema, principalmente sobre os temas Cinema Marginal Brasileiro e Horror Italiano.

