
Dos Jetsons aos Flintstones
Pane global! As redes sociais inoperantes! Voltamos aos primórdios dos tempos onde não podíamos nos comunicar de forma instantânea e aí percebo o quanto a internet está presente em nossas vidas, atrelada a nós como se fosse uma parte do corpo, pois toda o nosso mundo está confinado num aparelho eletrônico desde nossa agenda, nossos amigos, nossa família, nosso trabalho, nossos estudos até nossa diversão. Antes das redes falharem, estava vendo uma postagem de Rita Lee e compartilhando a mesma com os amigos. Neste post Rita dizia “era para a gente estar nos Jetsons e voltamos aos Flinstones”. Porém, apesar de toda essa problemática com os aplicativos, pensei que poderia ser uma oportunidade de olhar melhor o mundo ao redor já que, enquanto estamos conectados somos tão desatentos e até mesmo tão negligentes com o que ou quem está próximo de nós, que o céu pode estar desabando e você nem se dá conta. Ficamos tão absorvidos e presos ao fascínio do mundo virtual que mal percebemos as necessidades dos que estão bem ao lado de nós. O gato mia pedindo atenção; a criança berra, pois está carente de calor humano; seu irmão te chama para conversar e compartilhar as vitórias do dia; seus parentes, reunidos na mesa, falam sobre coisas da vida material e você continua preso ao fascínio na tela do celular. Tudo parece invisível ao seu entorno: as pessoas dormindo nas ruas, sem comida, sem família, sem ter onde morar; o cachorro faminto que late e te acompanha pedindo as sobras do sanduíche que você joga na lixeira; o garoto que faz malabarismos ao fechar o sinal pedindo alguns trocados após apresentar seu talento no meio da rua; a menina sentada em frente ao banco com o filho no colo vendendo os seus panos de prato; o tempo que corre às pressas e ponteiros que não irão mais retroceder. Enquanto digito essa crônica, imagino quanto tempo a gente gasta com o mundo impalpável das redes virtuais. Tempo este que poderia ser aproveitado olhando as belas paisagens que são invisíveis aos olhos hipnotizados na tela do celular. Quantas vezes, durante viagens, deixei de prestar atenção no belo enquanto era conduzido ao meu destino! Quanta gente deixei de admirar por estar preso à tecnologia! Virei um autômato sem empatia! Pois assim somos quando deixamos a realidade ao entorno para nos ensimesmar no fantástico mundo virtual. Bem, hoje estou off line, sem facebook, sem instagram, sem whatsapp, quase sem CEP, mas para mim, hoje está sendo uma boa oportunidade de ver o mundo lá fora tal qual ele realmente é.
Márcio Castilho
e-mail: marciocastilho74@outlook.com
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Natural de Sorocaba (SP), é escritor, poeta e Editor-Chefe do Jornal Cultural ROL. Acadêmico Benemérito e Efetivo da FEBACLA; membro fundador da Academia de Letras de São Pedro da Aldeia – ALSPA e do Núcleo Artístico e Literário de Luanda – Angola – NALA, e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB. Autor de 8 livros. Jurado de concursos literários. Recebeu, dentre vários titulos: pelo Supremo Consistório Internacional dos Embaixadores da Paz, Embaixador da Paz e Medalha Guardião da Paz e da Justiça; pela Soberana Ordem da Coroa de Gotland, Cavaleiro Comendador; pela Real Ordem dos Cavaleiros Sarmathianos, Benfeitor das Ciências, Letras e Artes; pela FEBACLA: Medalha Notório Saber Cultural, Comenda Láurea Acadêmica Qualidade de Ouro; Comenda Baluarte da Literatura Nacional e Chanceler da Cultura Nacional; pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos, Pesquisador em Artes e Literatura; Pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia, o Título Imortal Monumento Cultural e Título Honra Acadêmica, pela categoria Cultura Nacional e Belas Artes; Prêmio Cidadão de Ouro 2024, concedido por Laude Kämpos. Pelo Movimento Cultivista Brasileiro, o Prêmio Incentivador da Arte e da Cultura,

